sábado, 22 de novembro de 2008

Jovem narra o auxílio da graça divina para impedir a profanação da Sé de Neuquén, Argentina

Defesa da Catedral de NeuquénEm 17 de agosto p.p. uma centena de jovens argentinos evitou que a Catedral de Neuquén (capital do Estado onde fica Bariloche) fosse profanada por uma marcha de abortistas, lésbicas e feministas reunidas pelo governo populista argentina no XXIII Encuentro Nacional de Mujeres (ENM).

Tentativa de profanação da catedral, Neuquén, ArgentinaAs ativistas abortistas-lésbicas-feministas, acompanhadas de alguns protetores masculinos disfarzados de sacerdotes atacaram com insultos, blasfêmias, pedras e atos indignos.

Os jovens ficaram impávidos rezando o terço e impedindo o acesso à Catedral.

Pablo, 21, foi um deles. Ele contou que os jovens estavam num encontro. Sabendo do perigo, só 100 deles foram defender a Sé.

“Tudo durou uma hora e quarenta minutos. Foi terrível, berravam, cuspiam, jogavam latas, aerossóis e pedras, rasgaram a bandeira argentina e atearam fogo nela. Nós só rezávamos a Ave Maria sem parar. Pedindo por cada criança abortada, pela Igreja e em reparação pelas blasfêmias”.

Homossexual faz parodia de benção sacerdotalEntretanto, acrescentou, “nos invadia uma paz extraordinária que não podia vir se não de Nosso Deis e Senhor que nos consolava”.

“Nós fomos dispostos a resistir até a última gota de sangue (...) Quando elas começaram a arrancar a bandeira alguns dos nossos quase caíram para defendê-la, então jogamos água benta e isto lhes deu novas forças”, lembrou.

Milhares de pessoas viram o filme na Internet e muitos acharam que a agressão abortista-feminista foi um testemunho palpável da ação de Satanás na vida hodierna.

Vitória final dos jovens católicosSegundo Pablo, após essa experiência, todos os jovens saíram fortalecidos e decididos a “viver a vida como ela verdadeiramente é: um combate, uma milícia”.

“Acredito que é hora de acordarmos, de tomar consciência de que se nós [os católicos] não o fazemos, ninguém o faz (...) o mundo aguarda de nós que vamos a conquistá-lo”, concluiu.


Veja as cenas dessa resistência que honra o nome católico:



Quero receber atualizações instantâneas e gratuitas no meu email

sábado, 15 de novembro de 2008

Conservadores enchem seminários na Grã-Bretanha

Novas vocações, Blackfriars, Grã-Bretanha
Segundo o colunista religioso Damian Thompson, do grande diário “The Daily Telegraph” de Londres, uma inesperada luz de esperança está se acendendo, em meio à crise religiosa. E é precisamente nos seminários.

Thompson lamenta, como muitos ingleses, a degringolada dos seminários no período pós Concílio Vaticano II.

Mas, agora, a tendência se inverteu. Ou tal vez está voltando ao que seria normal. Os seminários “progressistas”, “liberados”, “pra frente”, “de vanguarda” que foram fontes de tantos escândalos e má doutrina, quase todos fecharam ou não atraem quase mais ninguém.

E, eis a esperança, os novos seminaristas pedem precisamente o que em nome da modernidade tinha sido jogado pela janela.

I. é, disciplina, ortodoxia, batina ou hábito, seriedade, espiritualidade, ordem litúrgica, modelos tradicionais de compostura, beleza e santidade. E os seminários que oferecem isso estão enchendo na Grã-Bretanha.

A tendência, obviamente, arrepia os cabelos dos clérigos que para parecerem modernos e jovens jogaram tudo pela janela. Estes agora descobrem que o futuro não passa por eles, mas sim pelos jovens que querem a tradição.

Novos frades dominicanos, CambridgeSegundo Thompson os seminários ingleses dos anos 80 e 90 foram dirigidos por um “politburo” (como na falida ex-URSS) assesorado por mulheres cujas preferências litúrgicas – diz isso com ironia britânica ‒ iam não precisamente do lado bom da Wicca.

Hoje, tudo vira. Nos seminários “progressistas” os alunos admiravam em secreto belas fotografias de paramentos tradicionais. De público tinham que usar o uniforme obrigatório dos seminários “pra frente”: camiseta e jeans, como qualquer um da rua.

A ficção não durou. Os reitores esquerdistas, segue Thompson, foram se retirando pela idade. As “consultoras pastorais” meio-Wicca caíram em desgraça. Os jovens só entram se o seminário é tradicional.

A autodenominada “Igreja do futuro” perde a batalha, e o futuro do clero é decididamente tradicional. Thompson ficou impressionado com os seminaristas de Allen Hall, Westminster. Eles são mais conservadores que os professores.

Merton Chapel, Missa em latim, procissão de entrada ©Fr Lawrence OPEle viu o mesmo no English College de Roma, de onde costumam sair os futuros bispos. Por toda parte respira-se a aspiração de pôr fim à confusão nas liturgias. E o olhar dos seminaristas volta-se cada vez mais para a Missa em latim, ouviu ele dizer.

As dioceses esquerdistas inglesas, auto-proclamadas sedes de diálogo e da escuta, cansaram de pôr para fora estes seminaristas conservadores que desmentem os mitos “progressistas”. Então, suprimiram de vez os seminários, e passam as funções do clero a simples leigos. Para Thompson, não sem sarcasmo, isso é preferir a “máfia da mediocridade” à Igreja.

Porém, mais e mais seminaristas conservadores estão sendo ordenados. E daqui a pouco se porá o problema: a quem sagrar bispo? Do jeito que vão as coisas, Thompson considera que só haverá candidatos conservadores para ocupar os tronos episcopais no clero da Inglaterra.

Quero receber atualizações instantâneas e gratuitas no meu email

sábado, 8 de novembro de 2008

A tiara e as chaves no brasão da Cidade do Vaticano

Brasão do Estado da Cidade do Vaticano
O Estado da Cidade do Vaticano tem um brasão. O jornal vaticano "L'Osservatore Romano" vem de nos relembrar a origem dele.

Ele se compõe com duas chaves cruzadas, a tiara pontifícia sobre fundo vermelho e a inscrição “Estado da Cidade do Vaticano” e uma estrela de oito pontas.

A tiara, também conhecida como “triregno” (literalmente tríplice reinado) está composta de três coroas e leva no topo um globo com a cruz.

É a coroa própria dos Papas.

É uma coroa única no mundo.

Coroas semelhantes à tiara já foram usadas na Antiguidade, inclusive por egípcios, partos, armênios e frigios.


Tiara de Pio VIIO Antigo Testamento ensina que Deus disse a Moisés: “Farás também uma lâmina do mais puro ouro, na qual farás abrir por mão de gravador: ‘Santidade ao Senhor’. E atá-la-ás com uma fita de jacinto e estará sobre a tiara, iminente à testa do pontífice. E Arão levará sobre si. E sempre esta lâmina estará sobre a sua testa para que o Senhor lhe seja propício” (Ex, 28, 36-37).

Aarão, irmão de Moisés é o arquétipo de Sumo Sacerdote e prefigura os Papas instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo na pessoa de São Pedro, e continuado por seus sucessores de Roma.

O Papa Sérgio III (904-911) fez cunhar moedas com a imagem de São Pedro com tiara. Na basílica inferior de São Clemente, em Roma, um fresco do fim do século XI apresenta o Papa Adriano II (867-872) com a tiara.

A primeira coroa da tiara reúne simbolicamente a jurisdição eclesiástica do Papa e a coroa do governo temporal sobre os feudos pontifícios.

Bonifacio VIII (1294-1303), que sofria execrável revolta do rei da França Filipe o Belo, acrescentou a segunda coroa, para sublinhar que a autoridade espiritual do Papa está por cima da autoridade temporal dos reis.

Bento XII (1334-1342) acrescentou a terceira coroa para simbolizar a autoridade efetiva do Papa sobre todos os soberanos, o que inclui o poder de instituí-los (como fez São Leão III com Carlos Magno imperador) ou destituí-los (como São Gregório VII com o imperador Henrique IV).

As três coroas representam também a potestade máxima na Ordem do Sacerdócio, na Jurisdição (ou poder de mando) Universal e no Magistério Supremo, exclusivos do Sumo Pontífice.

No século XIII foram acrescentadas as fitas posteriores. Elas evocam as fitas que na Antiguidade cingiam a cabeça dos sacerdotes.

A tiara era imposta ao novo Papa pelo Cardeal protodiacono pronunciando a seguinte fórmula: “Recebe a tiara ornada com três coroas e sabe que és o pai dos príncipes e dos reis, o reitor do mundo, o vigário na terra do Salvador nosso Jesus Cristo, ao qual se deve todo honor e toda glória pelos séculos dos séculos”.

Em virtude destes significados, a tiara foi particularmente odiada pelos inimigos da Igreja e de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas, em sentido contrário, ela foi amada até a efusão do sangue pelos santos e pelos fiéis especialmente devotados ao sucessor de Cristo.

Tiara do Beato Pio IX, doada pela BelgicaNações e dioceses fizeram questão de doar mais ricas e esplendorosas tiaras ao Pai comum da Cristandade. Por isso há várias tiaras. Elas competem em arte, beleza e riqueza. Alguns Pontífices sobremaneira amados ganharam mais de uma, como o bem-aventurado Pio IX. Várias se conservam no Vaticano.

A tiara não era usada no dia-a-dia, mas nas solenidades. O último a usá-la de público foi S.S. Paulo VI na basílica de São Pedro no dia 30 de junho de 1963.

Em 13 de novembro de 1964, na terceira sessão do Concílio Vaticano II, o secretário do mesmo, Mons. Pericle Felici, anunciou que o Papa Paulo VI doava sua tiara aos pobres.

Então Paulo VI desceu do trono e depôs a tiara sobre a mesa do altar em meio às aclamações dos padres conciliares. Aquela tiara lhe fora presenteada pela arquidiocese de Milão, da qual ele foi arcebispo, com o contributo dos fiéis até dos mais humildes e sacrificados. Desde então, nem ele nem seus sucessores, nunca mais a usaram.

Desde a eleição de S.S. João Paulo I, em agosto de 1978, a cerimônia da coroação foi substituída pela simples imposição do pálio.

A mais antiga representação das chaves cruzadas tendo sobre si a tiara é tempo do pontificado de Martinho V (1417-1431). O sucessor, Eugenio IV (1431-1447), cunhou esse emblema numa moeda de prata, conhecida como o “grosso papale”.

As chaves simbolizam os poderes dados ao Papa por Nosso Senhor Jesus Cristo Evangelho (Mat, 16-19).

Uma chave é dourada e significa que o Papa tem o poder supremo na ordem espiritual. A chave de prata indica que o Poder supremo do Papa sobre a ordem temporal é circunscrito a tudo aquilo que se refere à Fé e à Moral, conservando a ordem temporal sua autonomia naquilo que excede esses campos superiores. A chave dourada passa por cima da chave de prata.

As duas chaves condensam todos os poderes do Papa.

Há pelo menos oito séculos, os Papas têm seu próprio brasão pessoal. No atual de S.S. Bento XVI figura uma concha, a cabeça de moro e um urso. Ficaram as chaves, mas a tiara desapareceu, no seu lugar há uma mitra e também o pálio.

(Fonte: L'Osservatore Romano, 10 agosto 2008)


Quero receber atualizações instantâneas e gratuitas no meu email

sábado, 1 de novembro de 2008

Aristocratismo e majestade dos cisnes dão categoria ao Parque Ibirapuera

Cisne negro
Mais 30 filhotes de cisnes negros estão no lago do concorrido Parque Ibirapuera, na cidade de São Paulo. O parque já tem por volta de 120 cisnes adultos.

Vilma Clarice Giraldi, diretora da Divisão de Fauna da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente explicou que “são aves ornamentais de muita beleza. Algumas pessoas dizem que deveríamos privilegiar espécies nativas, mas não entendemos assim. Esses cisnes embelezam o lago”.

Acertou!

Sem menosprezar as espécies nativas é preciso reconhecer que o cisne, como disse um matutino paulista, confere “ares de fábula ao Ibirapuera” (OESP, 9/10/08).

Por que é que o cisne dá esse tom de conto de fadas a um lago, e não uma ema ou um marreco?

Cisnes brancosBom se precisa explicar... basta bater o olho!

Mas há uma explicação racional.

“O pavão e o cisne simbolizam a nobreza ‒ de maneiras e graus diferentes ‒ porque ambos têm, inerentes a si, uma certa superioridade.

“O cisne é nobre pela sua extrema simplicidade. Ele tem a cor branca como ornato, mas o branco é a síntese de todas as cores.

“O cisne foi feito para viver na água, refletindo nela a sua formosura. Não há, entretanto, postura mais simples do que estar flutuando sobre as águas.

“As linhas do cisne são muito mais elegantes. Sobretudo seu pescoço apresenta a nota da altaneria.

“É um pescoço comprido que se volta para trás e olha com calma, do alto do seu ponto culminante, para os bichinhos que flutuam sobre a água, que lhe servirão de alimento.

“É muito bonito algo que move algo. Mas, quanto mais modesto é o que move, tanto mais nobre é a movimentação.

“O cisne com um discreto movimento de patas, desliza suavemente sobre as águas, deixando a nós ‒ homens ‒ picados por uma como que inveja.

“O cisne é majestoso por sua própria singeleza”.

Aplausos para essa entrada dos aristocratas do mundo animal no Parque Ibirapuera.



Quero receber atualizações instantâneas e gratuitas no meu email