segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ressurreição: o reinício de todas as esperanças

Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Correu-se a laje. Pareceu tudo acabado.

Mais foi o momento em que tudo recomeçou. O reagrupamento dos Apóstolos. O renascer das dedicações, das esperanças.

Na dor, nas trevas, na incompreensão, a grande Páscoa se aproximava.

O ódio dos inimigos rondava em torno do Santo Sepulcro e de Maria Santíssima e dos Apóstolos.

Mas Eles não temiam. Porque em pouco raiaria a manhã da Ressurreição.

Possa também eu, Senhor Jesus, não temer. Não temer quando tudo parecer perdido irremediavelmente.

Não temer quando todas as forças da Terra parecerem postas em mãos de vossos inimigos.

Não temer porque estou aos pés de Nossa Senhora, junto da qual se reagruparão sempre, e sempre mais uma vez, para novas vitórias, os verdadeiros seguidores da vossa Igreja.

(Autor: Plínio Corrêa de Oliveira, Via Sacra, Catolicismo, março 1951, com ligeiras adaptações. Foto: Ressurreição, basílica de São Pedro e São Paulo, Malta)


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domingo, 16 de abril de 2017

Domingo de Ressurreição: O triunfo de Jesus

Nosso Senhor na Ressurreição, Granada, Espanha.
Nosso Senhor na Ressurreição, Granada, Espanha.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Pelo fato do sagrado cadáver dEle ter tocado no Santo Sepulcro, esse túmulo ficou respeitável e participa da respeitabilidade dEle.

O Sepulcro está vazio, mas Ele tinha estado lá dentro. E, portanto, ficou respeitável e venerável a um grau inimaginável.

Bonito imaginar na noite da ressurreição de Nosso Senhor, o cadáver dEle que de repente começa a se mexer.

Já antes o Santo Sepulcro estava cheio de anjos e cheio de luz.

Nesta luz, Ele começa a se mexer. Não é um brusco levantar-se. E depois se levanta.

Pensar que aquele cadáver lívido vai retomando cores!

O inimaginável se dá, Aquele que não podia morrer ressuscita!... é uma coisa fantástica!



Vídeo: Procissão da Ressurreição, retorno à igreja, Sevilha, Espanha



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excerto de coletânea de comentários)


terça-feira, 11 de abril de 2017

Semana Santa: sublimidade da fisionomia moral de Nosso Senhor Jesus Cristo

Cristo na Oração no Horto das Oliveiras.
Cristo na Oração no Horto das Oliveiras.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Jesus Cristo se manifestou mais plenamente no sofrimento


Há um traço de Nosso Senhor Jesus Cristo em que apareceu toda a grandeza d’Ele, como um fruto que se parte e exala o seu melhor aroma, dá seu melhor sabor e mostra melhor sua beleza: Ele enquanto sofredor.

A dor é a circunstância da vida em que a miséria humana mais aparece.

Esmagado pela dor, o homem geme, foge, chora, protesta, aniquila-se, revolta-se. Habitualmente, a dor causa no homem verdadeiro pavor.

Por outro lado, o homem que enfrenta a dor nas suas várias modalidades adquire uma extraordinária formosura de alma.

Não há verdadeira formosura de alma num homem que nunca sofreu.

Às vezes vejo certas fisionomias “em branco” em matéria de sofrimento e fico com pena, porque os dias de vida do homem se contam pelos dias que ele soube sofrer santamente.

A plenitude da vida do homem reside no sacrifício.

Mas há várias modalidades de sofrimento.

Elas tocam cordas diversas na alma humana e despertam várias formas de beleza.

Por exemplo, o sofrimento do guerreiro; o sofrimento do homem que assiste um doente; o sofrimento do próprio doente; o sofrimento do diplomata dedicado; o sofrimento do pai ou da mãe que vê seu filho partir para o campo de batalha; o sofrimento do amigo injustamente traído por outro amigo.

Bom Jesus de Pirapora
Bom Jesus de Pirapora
Há tantas formas santas de sofrimento, cada uma delas configura a alma humana com uma beleza própria.

Nosso Senhor Jesus Cristo não teve um sofrimento.

Ele foi o Sofredor, Ele foi o Varão das dores.

Considerando a vida d’Ele, percebemos que sofreu todas as formas de dor que pode um homem sofrer, o que deu ocasião para manifestar belezas insondáveis — as celestes belezas da dor!

Ele foi triunfante do modo mais belo que se possa imaginar.

Ele foi o mais glorificado, mas também o mais desprezado.

O mais amado e o mais invejado.

Ele reuniu em Si contrastes harmônicos inimagináveis.

Como não ter receio de se apresentar diante de Nosso Senhor?


Em nossos dias estabeleceu-se o princípio execrável segundo o qual quando existe uma pessoa muito elevada, muito galardoada, com muita grandeza, deve-se ter medo de ser desprezado por ela. onde o receio de se apresentar diante de Jesus Cristo.

São Pedro, diante d´Ele, disse: “Afastai-Vos de mim, Senhor, porque eu sou um homem pecador”.

Como quem diz: “Entre Vós e mim não há congruência, não há continuidade, e não é possível espécie alguma de relação. Vós estais numa desproporção comigo a tal ponto, que diante de Vós o meu papel é sumir, é não existir”.

Isto significa não compreender exatamente Nosso Senhor.

Porque como Ele possui em Si todos os graus e formas possíveis de perfeição, ama necessariamente todos os graus e formas possíveis de virtudes existentes.

Ele odeia o pecado, mas tudo aquilo que não é pecado, por pequeno e modesto que seja, é uma cintilação e uma expressão d’Ele, tem harmonia com Ele. Tal cintilação O encanta e n’Ele repercute em ternura e afeto.

É da ordem humana das coisas que amemos o grande porque é grande, e amemos o pequeno porque é pequeno.

Nosso Pai Jesus da Sentença, condenado por Pilatos, Sevilha.
Nosso Pai Jesus da Sentença, condenado por Pilatos, Sevilha.
Exemplo: encantamo-nos vendo uma águia voando com toda aquela beleza, mas vendo um beija-flor, sorrimos, como que exclamando: “Que joia, que maravilha!”.

Ninguém imagina um “beija-florzão” gigantesco, assim como não se imagina uma águia pequenina.

Jesus Cristo odeia severamente o pecado, com total intransigência. Tendo todas as perfeições, Ele exclui todas as formas de imperfeições, mas ama o bem, mesmo nos menores graus.

Ele criou também as almas com poucas qualidades, criou também os menos inteligentes.

Assim, Ele se compraz em considerar uma pequena inteligência, pois ela participa da inteligência incriada!

Apresentar-se com suma confiança diante do Divino Criador


Se Ele ama todos os graus e formas de inteligência e de virtude, ama também os resíduos, ama os restos conspurcados, pisados no meio do vício, mais ou menos como uma flor que medrou no meio de uma porção de ervas daninhas.

Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto Cabeça da Igreja, não ama seus membros?

Há no Antigo Testamento uma afirmação que me impressionou muito: “Não desprezes a tua própria carne”.

Ele haveria de desprezar uma alma que Ele próprio criou?

Assim compreendemos que em presença de Jesus Cristo até o pecador, não considerado enquanto pecador, mas enquanto nele existindo resíduos de virtude, é digno do amor d’Ele.

Compreendemos por que tantos e tantos pecadores arrependidos se aproximavam d’Ele com confiança.

Maria Madalena e o Bom Ladrão são exemplos disso. Em vez de ficarem aterrorizados diante d’Ele, encantaram-se.

O homem é ordenadíssimo a Deus, mas precisa do auxílio d’Ele para suportar a sua grandeza.

Jesus cura o cego
Jesus cura o cego
Mais ou menos como o sol: fomos feitos para viver sob o sol, mas não conseguimos fixá-lo diretamente por longo tempo.

Por isso Nosso Senhor velou suas qualidades durante sua vida terrena, e só aos poucos Se foi revelando aos homens.

Compreendamos com quanta confiança devemos nos dirigir a Jesus Cristo, certo de que Ele olha para nós e nos ama.

Ele que apreciou a fé de São Pedro, apreciará qualquer um que afirme com fé: “Vós sois o Filho de Deus vivo!”

Assim, com toda tranquilidade e confiança, podemos nos colocar na presença de nosso Divino Salvador.

Quando meditamos os diversos passos do Rosário, nos Mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, devemos nos colocar com confiança na presença d’Ele.

Desse modo, a meditação dos fatos de sua vida se ilumina, e O amaremos e compreenderemos melhor.

Sublime relação da Santíssima Virgem com Nosso Senhor


São Bernardo dizia que a relação entre Nossa Senhora e seu Divino Filho é como da lua em relação ao sol.

A lua é para nossos olhos o esplendor da luz do sol, ela reflete o sol. A Virgem Santíssima é o reflexo perfeitíssimo de Jesus Cristo.

Nossa Senhora da Consolação, Cracóvia, Polônia
Nossa Senhora da Consolação, Cracóvia, Polônia
Nossa Senhora também não deixou transparecer toda a sua beleza em sua vida terrena. Ela foi se manifestando aos poucos, para consolar os homens após a morte de Nosso Senhor.

Eu submeto o que exponho ao juízo da Igreja, mas creio que Ele é tão superabundantemente rico em belezas, que seus contemporâneos não viram tudo.

E que grande parte dessa beleza a graça foi depois se revelando sucessivamente aos santos nas várias eras da História da Igreja.

Os santos dos tempos dos mártires, dos tempos dos confessores, dos tempos dos Doutores, e depois os da Idade Média e assim por diante, cada época foi acrescentando algo a mais à figura do Redentor Divino.

Desse modo, quando se chegar ao Reino do Imaculado Coração de Maria — como previsto por São Luís Maria Grignion de Montfort e confirmado em Fátima —, a figura de Nosso Senhor vai brilhar em toda a sua plenitude.

Quando o último santo na Terra tiver visto o último esplendor em Nosso Senhor e o tiver reproduzido em sua alma tanto quanto alcança a natureza humana, a História do mundo terá terminado.

Essa lenta manifestação, adoração e reprodução da beleza moral da santidade de Jesus Cristo é a própria História da humanidade!

Terá chegado o momento do Juízo Final, a missão d’Ele estará completamente concluída e a História estará encerrada.

Considerando assim a figura do Salvador da humanidade, a meditação de sua vida, contemplando os mistérios do Rosário, adquire uma verdadeira luz.

Então, desde o primeiro Mistério, a “Agonia no Horto das Oliveiras” até o último, a “Coroação de Nossa Senhora no Céu”, passo a passo vai se manifestando a beleza da fisionomia de Nosso Senhor Jesus Cristo.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, Revista Catolicismo, nº 796, abril/2017)



segunda-feira, 3 de abril de 2017

Nossa Senhora de Czestochowa:
padroeira da Polônia continua fazendo milagres

Nossa Senhora de Chestohowa, padroeira da Polônia.
Nossa Senhora de Chestohowa, padroeira da Polônia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Principal devoção mariana da Polônia, a imagem milagrosa apresenta a Mãe de Deus profundamente meditativa, numa posição de oração e a seu santuário peregrinam sem cessar milhões de poloneses angustiados pelo caos que só faz crescer.

No quadro de Nossa Senhora de Czestochowa notamos duas partes bem distintas: a pintura propriamente dita — o rosto e as mãos de Maria Santíssima, a face e as mãos do Menino Jesus — e a parte de bordados e tecidos, de um luxo extraordinário.

O rosto d’Ela é muito notável, de uma tonalidade escura, protegido contra a luz difusa que aumenta a profunda impressão de recolhimento.

Uma fisionomia de quem não está prestando atenção em realidades externas, mas sim numa realidade interna: uma meditação enquanto segura o Menino-Deus em seus braços.

Ela não está olhando para nada; está com uma fisionomia absorta; nenhum fato externo está influenciando o seu temperamento.

Ela está colocada numa esfera mais alta, numa posição de oração.

O Menino Jesus aponta para Ela, como quem diz:

“Se quereis qualquer coisa de Mim, pedi à Minha Mãe.

“Vede o estado de dependência voluntária em que Me coloquei em relação a Ela.

“Vede como Eu desejei fazer-Me uma criança nos braços d’Ela.

“Para que Ela seja medianeira e a glória passe por meio d’Ela, como a graça também. Então, olhai para Ela”.

Notem a posição calma e nobre da mão bem feita, com os dedos longos e finos; uma mão aristocrática sem ter, entretanto, nada de pretensioso.

Este quadro lembra um ícone — embora seja uma imagem de rito latino, recorda as imagens do rito católico oriental — de riqueza extraordinária, toda a indumentária d’Ela lembra também o fausto oriental.

Sabe-se historicamente que as marcas no rosto da imagem foram produzidas no século XV por hereges, que lhe deram espadagadas por ódio à fé, deixando-a marcada com duas cicatrizes.


O santuário da padroeira da Polônia fica na colina de Jasna Gora (Montanha Branca), em Czestochowa onde é venerado o milagroso quadro de Nossa Senhora de Czestochowa.

Ele foi pintado, segundo a tradição, pelo Apóstolo São Lucas.

Sua coroação como Rainha e Padroeira da Polônia ocorreu há 300 anos, após vitória miraculosa que salvou o país da invasão protestante sueca.

(Autor: Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 9 de setembro de 1972. Sem revisão do autor).

Vídeo: Todo dia o início e o fim da veneração da imagem
é objeto de solene e impressionante ato






Outros aspectos do santuário



segunda-feira, 6 de março de 2017

Bispo nigeriano difundiu o terço para liquidar o Islã.
E deu certo!

Dom Oliver Dashe Doeme, bispo da diocese de Maiduguri, Nigéria anunciava que o terço daria a vitória sobre o Islã. E agora está se verificando no país
Dom Oliver Dashe Doeme, bispo da diocese de Maiduguri, Nigéria
anunciava que o terço daria a vitória sobre o Islã. E agora está se verificando no país
Luis Dufaur
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O presidente nigeriano Muhammadu Buhari confirmou que os últimos bastiões da guerrilha Boko Haram, que pretendia estabelecer um califado na África nos moldes do ISIS, foram esmagados no bosque de Sambisa, no estado de Borno, nordeste do país.

Desde que iniciou a guerra de expansão islâmica há sete anos, o Boko Haram assassinou mais de 20.000 pessoas e provocou a fuga de mais de dois milhões, noticiou o jornal Clarín, de Buenos Aires.

Ele chegou a controlar vastas áreas do nordeste da grande e populosa Nigéria, e aspirava criar um califado regido pela sharia (lei islâmica) aplicando o esquema de seus aliados do ISIS do Iraque e da Síria.

O governo nigeriano anunciava há tempos que os tinha derrotado, mas os ferozes atentados corânicos continuavam cada vez mais sanguinários.

Por sua vez, o vizinho Níger confirmou que dezenas de membros do Boko Haram que fugiam da Nigéria, se entregaram às autoridades do sul do país, confirmando a derrocada do movimento terrorista, informou a agência Reuters.

Várias outras centenas de terroristas do mesmo movimento já se tinham rendido às autoridades do Chade no fim de 2016.

Dom Olivier: “o Rosário nos dará a vitória sobre todas as formas de mal como na batalha de Lepanto”
Dom Olivier: “o Rosário nos dará a vitória
sobre todas as formas de mal como na batalha de Lepanto”
O que concorreu para uma virada tão radical e a derrocada do movimento muçulmano?

Nada acontece sem uma causa. E o exército nigeriano vinha sendo acusado pela população de moleza e ineficácia contra os terroristas.

Uma pessoa, porém, anunciava sua iminente ruína e fornecia a mancheias a arma para acabar com a sanguinária horda maometana.

Esse homem é Dom Oliver Dashe Doeme, bispo católico de Maiduguri, a “capital” dos terroristas.

Enquanto a diocese era dominada pelo terror, o corajoso prelado pregava a reza do Rosário implorando a intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria para acabar com o flagelo muçulmano.

O jovem e destemido bispo não hesitava em sair às ruas de batina e cruz peitoral, difundindo a prática do terço e inspirando respeito até entre a população muçulmana.

Há dois anos, enquanto rezava o terço em sua capela privada, ele disse ter visto a Jesus que convocava todos os católicos a rezar o Rosário para se libertarem do terrorismo do Boko Haram.

Até colegas do episcopado nigeriano ficaram espantados pela intrepidez do bispo da “capital do terror”. Sua iniciativa parecia “louca” aos olhos do mundo e dos católicos moles.

Mas agora que o exército nigeriano liquidou inesperadamente os assassinos insurgentes, o povo se volta para Dom Dashe Doeme e sua pregação. E ele diz que o mérito todo é de Nossa Senhora.

“Antes – declarou ele ao Catholic Herald – os milicianos do Boko Haram estavam por toda parte. Agora eles não estão em lugar nenhum. O Boko Haram será liquidado logo, sobretudo por causa das orações de nosso povo”.

Segundo o bispo, Jesus Cristo lhe teria dado uma espada, e ao pegá-la ela se transformou imediatamente num terço. E Nosso Senhor lhe disse: “O Boko Haram irá embora”.

Dom Oliver levou a mensagem a sério, “consolando o povo de que Nossa Mãe está conosco”.

O povo de sua vasta diocese ficou com a certeza de “que o Rosário nos dará a vitória sobre todas as formas de mal. O Boko Haram é o mal, ISIS é o mal.

O Papa São Pio V segura o terço enquanto o príncipe Don João de Áustria comanda a batalha de Lepanto- Mosaico na Basílica.de.Notre-Dame.de.Fourvière, Lyon, França.
O Papa São Pio V segura o terço enquanto o príncipe Don João de Áustria
comanda a batalha de Lepanto-
Mosaico na Basílica.de.Notre-Dame.de.Fourvière, Lyon, França.
“À medida que abrimos espaço para Nossa Senhora, especialmente rezando o Rosário, que é a mais rezada das devoções marianas, nós sairemos vitoriosos”.

Dom Oliver instalou a recitação do Rosário diário em todas as escolas, famílias e paróquias da diocese.

E explicou ao Catholic Herald, referido por Life Site News, que o Rosário “fez maravilhas, liberou nações”.

Ele citou como exemplo a batalha de Lepanto, em 1571, quando as forças navais católicas derrotaram uma frota do Império Otomano muito mais numerosa.

E aqui no Ocidente, onde estão os bispos ou mais altos hierarcas que preguem o Terço para acabar com a praga do terrorismo e da cristofobia?

Onde está a fé e a devoção a Nossa Senhora?

Emporcalhada no contexto neopagão do Carnaval por mãos sacerdotais, arcebispais e cardinalícias?

O que pode atrair esse emporcalhamento blasfemo?


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Para-raios da Ira Divina

Raios sobre a igreja católica da Santíssima Trindade, Schwertner, Texas, 17-07-2014.
Raios sobre a igreja católica da Santíssima Trindade, Schwertner, Texas, 17-07-2014.








“Busquei entre eles um justo que se interpusesse como uma sebe, e que pugnasse contra mim em favor desta Terra, para eu não a destruir; e não o encontrei” (Ez. 22,30).

Assim exprime o Profeta Ezequiel os lamentos de Deus — que é, segundo o Salmista, lento em irar-se e cheio de clemência (Sl. 102,8) — sobre as infidelidades do povo eleito.

Com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, a cólera divina encontrou por fim aquela “sebe” que procurava, e descarregou-se sobre Ele, o Inocente, poupando-nos a nós, os verdadeiros culpados.

Ao longo da vida da Igreja, o Divino Espírito Santo foi inspirando almas de escol a se associarem a essa missão de “para-raios” da justiça divina.

Assim nasceram as várias Ordens contemplativas, exércitos de vítimas voluntárias que se isolavam do mundo a fim de se oferecerem de modo mais eficaz em resgate dos pecadores.

Orações, clausura e penitências livremente consentidas — calibradas pela mesma inspiração do Divino Esposo — foram sempre suas armas.

Com seu holocausto contínuo, impetravam também de Deus a conversão dos mesmos pecadores, abrindo largas veredas para outro exército, o dos missionários, que iam assim colher a vasta semeadura da Graça.

Admirável exemplo de conversão obtida por uma religiosa


Em pleno século XX, quando a rejeição oficial das nações a Deus mais se patenteou, a atuação desses para-raios em meio a um dos castigos mais eloquentes do Deus Vingador sobre a humanidade pecadora — a II Guerra Mundial — constitui um exemplo entre muitos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

China: sacerdotes, freiras e fiéis lutam com coragem
para recuperar propriedades da Igreja

Religiosas corajosas pedem devolução dos bens da Igreja em Anyang
Religiosas corajosas pedem devolução dos bens da Igreja em Anyang
Luis Dufaur
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No distrito de Hexi (Tianjin), onde a Igreja Católica teve grande número de propriedades confiscadas pela reforma agrária e pela Revolução Cultural, sacerdotes, freiras e fiéis tentaram uma manifestação pela devolução de um desses bens, aliás muito simbólico, informou Infocatólica.

O ato começou diante da sede do governo comunista do distrito, mas os católicos foram imediatamente presos pela polícia, tendo algumas freiras sido espancadas.

A diocese de Anyang, dona das propriedades, sofreu muito com a reforma agrária. Esta resultou em estrondoso fracasso, ficando a China obrigada a importar imensa quantidade de alimentos para a população.

O país socializado enfrenta agora graves crises sociais, econômicas e financeiras. Por isso, o governo central abriu uma fímbria de oportunidade para que os legítimos donos recuperem suas propriedades, desde que as utilizem para fins sociais.

O critério não faz justiça inteira aos herdeiros das terras e de prédios confiscados, porém deveria aplicar-se de cheio à Igreja Católica, que visa usar as propriedades com finalidades caritativas ou apostólicas eminentemente sociais.

O socialismo foi obrigado a reconhecer que a diocese de Anyang é a legítima proprietária do prédio ocupado pelo governo local.

Mas face à Igreja verdadeira, o comunismo não respeita sequer suas próprias leis, e não restituiu o prédio.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O padre que salvou um tesouro cultural iraquiano
com um terço na mão

Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Luis Dufaur
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No dia 6 de agosto de 2014, enquanto os obedientes adeptos do Corão do ISIS (abreviatura em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante) avançavam sobre a cidade crista de Qaraqosh – hoje felizmente recuperada – o frade dominicano iraquiano Najeeb Michaeel se afastava a toda da cidade.

Ele conduzia um carro e era acompanhado por um camião que ele tinha fretado. Nos dois veículos ia um tesouro que acabou sendo salvo das garras da destruição dos fanáticos islâmicos: 3500 manuscritos orientais dos séculos X a XIII, contou ele para o jornal “Clarin”.

O sacerdote os tinha tirado de Mosul, que viraria capital dos seguidores de Maomé, inimigos de toda forma de cultura.

A pequena caravana fez um longo caminho entre o pó e o terror. Conseguiu passar por três controles: um dos próprios muçulmanos do ISIS e dois das milícias curdas, essas mais amigáveis.

Por fim, chegou a Erbil, no Curdistão, onde essa valiosa parte da memória da Mesopotâmia ficou a salvo até os presentes dias.

O Pe. Najeeb Michaeel renovou assim, em pleno III milênio, com uma velha e admirável tradição da Igreja Católica.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O fogo devora, o teto desaba,
e Cristo reina sobre os elementos descontrolados!

Imagem de Cristo Rei indene após feroz incêndio no Chile
Imagem de Cristo Rei indene após feroz incêndio no Chile
Luis Dufaur
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Num incêndio iniciado no dia 2 de janeiro depois das 7h, a sacristia, o presbitério e um depósito da Paróquia Cristo Rei de Rancágua (Chile) ficaram completamente destruídas, segundo informou a agência ACI Digital. 

As chamas devoraram os paramentos e livros litúrgicos, os equipamentos de som.

Grande parte da cúpula e o teto do presbitério que desabou. O sacrário e algumas imagens foram resgatados pelos bombeiros.

O templo fazia parte do Lar São Joaquim do Pequeno Cottolengo, Obra Dom Orione, os idosos foram evacuados preventivamente e felizmente não houve vítimas mortais.

Entrementes, um fenômeno mudo mas eloquentíssimo, deixou pasmos a bombeiros e simples fiéis.

Na parede do presbitério tinham ficado intactas a imagem de Cristo Rei e a frase “Salve Cristo Rei do Universo”.

Costumes tradicionais do principezinho George entusiasmam

O príncipe George no Canadá, outubro 2016.
O príncipe George no Canadá, outubro 2016.
Luis Dufaur
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O príncipinho George, com pouco mais de três anos fez uma visita oficial triunfal ao Canadá.

A visita fez parte do protocolo da monarquia britânica. Elisabeth II, rainha da Grã-Bretanha, também é rainha do Canadá e o visita periodicamente.

Em virtude de sua idade, ela delegou a missão a seu neto o príncipe William que viajou com sua mulher Kate, duquesa de Cambridge e de seus dois filhos o príncipe George e a princesinha Charlotte.

E a visita fez vibrar de contentamento boa parte do planeta, especialmente pela conduta e a vestimenta do príncipe George.

A criança real compareceu nos atos de Estado usando calcas curtas de veludo, inclusive em dias cujas temperaturas estavam bastante frias.

Sua mãe apelou ao casaco, mas o menino ficou ufano com suas calcas curtas. Por que?

O rosto cheio e saudável de George afastava toda ideia de desinteresse por ele.

O pequeno príncipe jamais foi visto com calças cumpridas. E isso corresponde aos costumes tradicionais que o casal principesco respeita.

O futuro rei deve usar as calças curtas e as meias até o joelho para respeitar a etiqueta em vigor na corte, para os nobres meninos em pequena idade.

“É tipicamente inglês vestir os meninos pequenos com calças curtas. As calças normais são para os meninos já crescidos e para os homens. O uso desse tipo de calças curtas é uma das marcas de categoria que nós temos na Inglaterra”, explicou William Hanson, entendido em proto¬colo, para a revista francesa “Voici”.