quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Imaculada Conceição: “um cavaleiro vai entronizá-la no topo do Kremlin”, previu São Maximiliano Kolbe

Imaculada Conceição, Sevilha. No fundo: o Kremlin na noite
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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No segredo de La Salette encontramos uma descrição que parece se aplicar a nossos dias onde campeia o pecado, o crime, a desordem e a impiedade.

Em consequência desse estado de revolução profunda contra a ordem da Criação adviriam imensas calamidades regeneradoras e purificadoras da Igreja e da ordem temporal.

Mensagem de todo análoga encontramos em Fátima, onde Nossa Senhora acrescentou profeticamente que a Rússia espalharia seus erros – quer dizer o comunismo – e se transformaria no flagelo do mundo.

Porém, após colossais eventos que incluiriam a desaparição de nações, a Rússia haveria de se converter e o Imaculado Coração de Nossa Senhora triunfará, e a humanidade será restaurada.

Uma confirmação colateral mas preciosa a estas grandes profecias foi feita pelo Padre Maximiliano Maria Kolbe O.F.M. Conv. (1894 – 1941). Ele nasceu na Polônia, país onde exerceu o principal de seu apostolado, e foi canonizado em 1982.

Em Roma, no dia 11 de fevereiro de 1937, São Maximiliano Kolbe, durante solene encerramento da Academia da Imaculada, na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas fez profecia que impressionou profundamente aos presentes:

“Aguardemos cheios de fé o dia em que um cavaleiro da Imaculada vai hastear bem alto acima do Kremlin em Moscou o estandarte branco da Imaculada”.

São Maximiliano Maria Kolbe O.F.M. Conv. (1894 – 1941)
Seus historiadores duvidam que ele tivesse conhecimento da Mensagem de Fátima, que viria a ser vertida ao papel pela irmã Lúcia poucos anos depois.

A primeira redação do Segredo de Fátima é datada de 31 de agosto de 1941, portanto poucos dias depois do martírio de São Maximiliano em Auschwitz no dia 14 de agosto do mesmo ano.

Esta confirmação inspirada pela graça ao santo sacerdote polonês foi rodeada de circunstâncias que a crítica histórica pesquisou e revelou com grande número de pormenores dignos de fé.

Essa é a matéria deste post.


Alguns dados da vida de São Maximiliano Kolbe

Ele fundou junto com seis jovens frades a Milícia da Imaculada em 16 de outubro de 1917, em Roma.

A Milícia da Imaculada tinha como lemas “Ela te esmagará a cabeça” (Gen III, 15) e “Sozinha, venceste todas as heresias no mundo inteiro”.

As finalidades dessa Milícia eram a conversão dos pecadores, dos hereges, dos cismáticos, dos judeus, e especialmente dos maçons, e a santificação de todos.

Isso se faria pelo oferecimento total de seus membros como instrumentos das mãos imaculadas de Maria, em sinal do qual levariam sempre a Medalha Milagrosa.

Os meios a empregar seriam, a penitência, o oferecimento a Deus dos cansaços e sofrimentos, a oração à Imaculada com a jaculatória:

“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vos, e por todos aqueles que a vós não recorrem, e principalmente os inimigos da Santa Igreja”.

Em seu apostolado, os frades da Imaculada usariam sobretudo da imprensa e da Medalha Milagrosa.


A previsão do santo

São Maximiliano Kolbe encerrou um Congresso da Academia da Imaculada, na festa de Nossa Senhora de Lourdes, 11 de fevereiro de 1937, no salão da basílica dos XII Apóstolos em Roma.

O evento foi noticiado pelo quotidiano “L’Osservatore Romano”, de 15-16 de fevereiro de 1937.

Na ocasião, o santo afirmou na presença de cardeais, bispos, nobres, professores e representantes das maiores ordens religiosas:

“A Imaculada é a vencedora do demônio, é a Mãe de Deus, sempre unida a Deus, cheia de graça, a obra-prima da graça que contém em si toda forma de perfeição e santidade que as criaturas humanas podem atingir.

Nossa Senhora de Fátima.
Fundo: Queda dos anjos rebeldes, Pieter Bruegel
“A Imaculada é Aquela cujo amor ilimitado e cheio de veneração anseia pela glória de Deus, combate as batalhas de Deus para derrotar o mal, pelo triunfo do bem, esmaga a cabeça do monstro infernal e destrói todas as heresias do mundo.

“Rezemos à Imaculada, confiemos na Imaculada, Ela é a vencedora, aguardemos cheios de fé o dia em que um cavaleiro da Imaculada vai hastear bem alto acima do Kremlin em Moscou o estandarte branco da Imaculada”.

Segundo Frei Vittorio Di Lillo, que estava presente no local, as palavras do santo foram interrompidas nesse momento por um estrondoso aplauso.

Nos dias anteriores e posteriores a dito Congresso, São Maximiliano Kolbe havia confidenciado a sacerdotes conhecidos a mesma previsão profética, e em termos idênticos.

Porém, ele tinha acrescentado que “uma prova de sangue seria necessária para a realização desse grande acontecimento”.

O próprio frei Di Lillo deixou o seguinte testemunho escrito:

“Segundo o testemunho de frei Quirico Pignalberi, frei Maximiliano (durante sua visita a Piglio, nos dias 5 e 6 de fevereiro do mesmo ano, 1937) afirmou que ‘no próprio centro de Moscou a estátua da Imaculada seria levantada no alto, mas antes que isso tivesse lugar deveria acontecer uma prova de sangue…’

São Maximiliano, acrescenta Frei Di Lillo, ‘repetiu para mim essa frase sobre a prova de sangue vários dias depois em Roma após a conclusão da Academia da Imaculada no convento dos Santos Apóstolos, 11 de fevereiro’.

‘Eu lembro, continua, claramente que nessa ocasião ele apontou que a prova de sangue era necessária. Eu fiquei bastante perturbado por uma previsão tão categórica, mas ele insistiu que acabaria dando certo’.

Esta predição sobre a ereção de uma estátua da Imaculada na Praça Vermelha ou no topo do Kremlin ele a fez também para outros frades.

Todos eles sublinham que o santo sempre mencionava que ‘uma prova de sangue seria necessária para a realização’ desse grande evento.

Falou-se que essa ‘prova de sangue’ poderia ter sido o martírio de São Maximiliano, processos e tribulações sofridos por sua Milícia durante a II Guerra Mundial.

Porém, passaram mais de 40 anos (frei Di Lillo escreveu isto em 1984) e a Imaculada infelizmente, ainda não foi entronizada na cidadela de Moscou [N.R.: nem 77 anos depois: 2014]

O Santo teria querido significar que a ‘prova de sangue’ ainda está para vir? O tempo di-lo-á, concluiu o religioso cronista e testemunha destes anúncios proféticos. (Cfr. Pe. Vittorio Di Lillo, Incontri con Padre Massimiliano, pp. 64-65).

(Fonte: Fr. Peter M. Daimian Fehlner FI, “Roman Conferences of St. Maximilian M. Kolbe”, Academy of the Immaculate, 2004)


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Costumes católicos do Natal: la “bûche de Noël” na França


Luis Dufaur
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Durante séculos, na noite de Natal as famílias francesas acendiam um pedaço de lenha de árvores frutíferas como cerejeira, ameixeira, macieira ou oliveira, ou de madeiras nobres ou comuns. Ficou conhecida como a “bûche de Noël”.

A família aquecida por esse fogo se reunia para a Ceia de Natal entoando canções, conta “Le Petit Journal”.

Os restos das achas de lenha dos anos passados ficavam ornando a lareira para simbolizar que enquanto o tempo passa, a chama do Natal e sua benção perduram eternamente.

Segundo as regiões a “bûche de Noël” era aspergida com sal (em Poitou-Charentes), vinho (Provence), água benta, azeite, leite ou ainda mel enquanto a família fazia as orações.

A “bûche de Noël” era tida em conta de benta, sobre tudo se o pároco a tinha abençoado. Ela protegia a casa e seus habitantes.

Pela mesma razão, suas cinzas eram dispersas nos estábulos, nos vinhedos, nas hortas ou nos campos para protegê-los das doenças e atrair abundantes colheitas.

Também lhes eram atribuídas o poder de afastar as raposas do galinheiro e as bruxas e fantasmas das moradias, dar mais força às sementes, proteger do raio e consolar os moribundos na agonia.

Se as cinzas fossem jogadas nos poços ou córregos afastavam as serpentes e as más línguas ! Simbolicamente também eram postas no esquife do defunto.

Na região da Borgonha, na véspera do Natal, as crianças nas aldeias e cidadinhas iam cantando de casa em casa, batiam a porta, entravam e recebiam doces, frutos secos, bombons, flores secas e outras deliciosas iguarias.

Os presentes não estavam ligados ao papai Noel que elas desconheciam, mas à famosa acha de lenha que elas encontravam coberta de ingênuas delícias.

A acha na Borgonha devia arder toda a noite do Natal, a fim de que se a Virgem e a Sagrada Família fossem bater à porta na noite pedindo alojamento, eles pudessem entrar e se aquecer, sendo bem acolhidos.

Com o tempo, as velhas lareiras foram se apagando. Entraram novos sistemas de aquecimento. Mas eis que a “bûche de Noël” continuou a fazer bem!

E ela se transformou numa obra prima da pâtisserie francesa, a sobremesa indispensável nos lares da França nos dias abençoados do Natal.

É difícil saber quem fez esse prodígio, embora quiçá foram muitos e em muitas partes guiados pelo instinto católico, a tradição e o bom gosto.

Fala-se porém de um aprendiz de pastelaria de Paris que trabalhava numa chocolateria do aristocrático bairro de Saint Germain des Prés que teria tido a ideia.

Os palacetes do bairro eram habitados por nobres muito ligados a seus castelos muitas vezes erigidos em bosques e em continuo contato com a agricultura e as tradições locais. E esses nobres não encontravam na refinada Paris suas rústicas mais abençoadas “bûches de Noël”.

Então o aprendiz concebeu um doce com forma de acha para aplacar a saudade inspirada pela fé.

Segundo outros, o famoso bolo foi inventado em Lyon por volta de 1860. E ainda outros defendem que Pierre Lacam, pasteleiro e sorveteiro do príncipe Carlos III de Mônaco, teria concebido a primeira requintada “bûche” em 1898.

Quem quer que seja o inventor, em forma de sorvete ou bolo, a “bûche de Noël” aparece nas pâtisseries da França nas proximidades do Natal avidamente procurada pelos espíritos amantes da família, da tradição e da Cristandade.

Na Córsega ela é forçosamente feita na base de castanhas. Mas, as fórmulas e apresentações são infinitas. Dependem da preferência das famílias, dos padeiros, dos patisseiros de cada região, cidade, rua ou loja.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A multiforme inspiração do Espírito Santo
nos panettones de Natal

Christmas pudding inglês
Christmas pudding inglês
Luis Dufaur
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No Natal, os britânicos preparam o tradicional “pudding”, oriundo da Idade Média e que segundo instrução da Igreja Católica, “deve ser feito no domingo 25, após a Trindade.

“Ele é preparado com 13 ingredientes para representar Cristo e os 12 Apóstolos, e em cuja massa todos os membros da família devem dar uma mexida durante a preparação, um de cada vez, de leste a oeste, a fim de homenagear os Reis Magos e sua suposta jornada nessa direção”.
Por sua vez, os belgas degustam os chamados “cougnoles” ou “cougnous”, pães do tipo brioche cujo tamanho varia entre 15 e 80 cm, com a forma de um presépio que acolhe uma imagenzinha do Menino Jesus.

Christstollen alemão.
Christstollen alemão.
Os alemães preparam o “Christstollen”, bolo muito denso perfumado com especiarias e recheado com frutos cristalizados e passas, cozinhado numa forma especial.

Os espanhóis no Natal preferem o “turrón”, uma massa feita com amêndoas e mel. Ele tem muitas variantes: com chocolate, nozes, frutas secas, etc.

Os franceses comemoram com a “bûche”, literalmente pedaço de lenha, que suscita todo ano um verdadeiro concurso para ver quem é o “pâtissier” que concebe a variante mais criativa.

Bûche de Noël francesa.
Bûche de Noël francesa.
Porém, nesse ponto os italianos acabaram passando na frente de todos os outros com o universalmente conhecido e cobiçado “panettone”.

De onde vem ele?

Discute-se fortemente na Itália sobre a sua origem. Todos concordam que nasceu na região de Milão.

Segundo uma versão, o panettone nasceu pelo fim do século XV num banquete oferecido pelo tempestuoso duque Ludovico Sforza, dito “o Mouro”.

O ajudante de cozinha de nome Toni, encarregado de vigiar o forno durante a preparação da sobremesa, teria dormido. E quando acordou ela estava queimada!

Para se salvar da ira do colérico duque, ele então apanhou tudo o que estava sobrando na cozinha e misturou, para produzir um pão “enriquecido” que fez as delícias de todos.

Essa obra-prima passou para a posteridade como o “pão de Toni”, que acabou dando em “panettone”.

O Panettone famoso vem da região de Milão. Quem o inventou?
O Panettone famoso vem da região de Milão. Quem o inventou?
Mas há outra versão: um certo Ughetto degli Atellani, jovem nobre que queria casar com Algisa, filha do padeiro Toni, teria conseguido ser contratado pela padaria, onde concebeu o famoso pão de Natal para conquistar a moça.

Outra versão ainda é aquela segundo a qual Sóror Ughetta – cujo nome significa passa – teria comprado com suas últimas moedas algumas passas e frutas cristalizadas para acrescentar a seu pão de Natal, a fim de levar um sorriso às irmãs de seu convento.

O fato histórico incontestável é que, entre outras coisas, na Idade Média nasceu o costume de comemorar o Natal com um pão que fosse melhor que o quotidiano.

Até 1395, os fornos de Milão só podiam cozer esse pão no período natalino. Com frequência o “panettone” era marcado com uma cruz.

Mas tem o “panettone” glacé e com amêndoas de Turim.

E também o “pandoro”, de Verona, que é muito alto, pesa perto de um 1 kg, com sabor de baunilha, uma miga muito leve e que é servido num pacote feito com açúcar cristalizado que se come também.

Em Veneza, o “panettone” vem acompanhado de um creme de frutas cristalizadas.

E, além do mais, há o “pandolce” de Genova, um pouco mais compacto; o “panforte” de Siena, feito com especiarias e sem farinha, com a massa consolidada com mel, pimenta e canela.

O pandoro de Verona
O pandoro de Verona
O sul da Itália aplicou sua inspiração ao panettone, que vinha do Norte, e acrescentou delícias inéditas nas regiões frias: laranja, limão, pistache, bergamota e o licor limoncello.

O de Nápoles é feito com laranjas cristalizadas de Amalfi e limoncello.

Em Siracusa, ele vem com chocolate, pistaches, laranjas cristalizadas da Sicília e passas de Pantelleria. Todos eles em geral têm preços acessíveis.

Foi só no mundo católico que a ação multiforme da graça do Espírito Santo inspirou uma tão larga variedade de pães simples, mas deliciosos, próprios a elevar os espíritos e fortalecer o corpo nos gaudiosos dias do nascimento do Redentor.

Procure-se entre os amargados protestantes ou nos decaídos países pagãos e veja se eles criaram uma variedade análoga de uma gostosura pura e inocente, tão de acordo com o espírito sobrenatural do Natal católico.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Sagrado Coração de Jesus: a imagem da certeza

Imagem que pertenceu a Dona Lucília Corrêa de Oliveira, artesanal francesa, de grande piedade e expressão, reflete a bondade do Sagrado Coração, era o analogado primário de todas as devoções dela.
Imagem que pertenceu
a Dona Lucília Corrêa de Oliveira,
artesanal francesa, de grande piedade e expressão,
reflete a bondade do Sagrado Coração,
era o analogado primário de todas as devoções dela.
Luis Dufaur
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O que essa imagem do Sagrado Coração de Jesus torna patente aos nossos olhos?

Quando a pessoa é tocada por uma graça, ela apresenta muito bem a certeza de que Nosso Senhor Jesus Cristo é Deus.

Nosso Senhor está tão bem representado, tão ereto; o busto e o porte d’Ele tão varonis, tão sérios, próprios a quem pensa em tudo com seriedade para ver a realidade das coisas.

É a própria imagem da certeza.

O conjunto revela a amplitude das grandes visões do universo e de tudo quanto existe.

O cabelo d’Ele divide a cabeça em duas partes, parecendo marcar uma simetria universal no mundo onde tudo se pode ver em dois aspectos afins, mas distintos, e que constituem uma harmonia superior.

O cabelo cai ao longo da cabeça e sobre os ombros mansamente, lisamente; em uma ordem perfeita, impecável, suave.

Tão acolhedora e tão afável, que não há um fio que não esteja bem posto.

O olhar dirigido ao observador é cheio de convicções e de reflexões, que se acumularam num prodigioso depósito de certezas, comunicando-se estas às outras que Ele vai deduzindo.

Tudo isso se passa num plano tão alto, tão extraordinário, que Ele se manifesta ao mesmo tempo como verdadeiro rei e verdadeiro mestre.

Rei por excelência é Ele. Não porque tem o hábito de mandar, nem porque os outros reconhecem n’Ele o direito de mandar, mas por sua própria essência.

É rei na sua essência, independente do que os demais pensem ou não pensem, queiram ou não queiram.

Mestre por excelência é Ele, que ensina uma verdade perfeita, total, a respeito da qual não há nada a dizer, senão: “Sim, adoro-Vos!



(*) Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 14 de março de 1993. Sem revisão do autor.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sete jovens católicas escapam do Estado Islâmico
pela intercessão milagrosa da Virgem Maria

Nossa Senhora da Salvação
Nossa Senhora da Salvação
Luis Dufaur
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Sete estudantes universitárias católicas de Kirkuk, no Iraque, atribuem a Nossa Senhora o milagre de terem se salvado depois das oito horas terríveis que passaram escondidas debaixo de suas camas.

Ela ali ficaram enquanto terroristas do autodenominado “Estado Islâmico” usaram o quarto delas, eles próprios, como esconderijo durante um ataque à cidade acontecido sexta-feira passada, 21 de outubro.

“A Virgem Maria estava com elas“, afirmou em 23 de outubro o padre Roni Momika da diocese siro-católica de Mosul, à CNA, edição em inglês da Agência Católica de Informações (ACI).

O padre, que exerce o seu ministério nos campos de refugiados de Ankawa, em Erbil, norte do Iraque, esteve em contato por telefone celular com duas das meninas enquanto elas se escondiam debaixo das camas.

As duas jovens lhe relataram detalhadamente o que estava acontecendo.

“Os homens do Estado Islâmico entraram na casa das nossas alunas“, disse o padre.

Quando as jovens ouviram os militantes, foram rapidamente para baixo de quatro camas em um dos quartos – e lá permaneceram enquanto os terroristas usavam o mesmo quarto para comer, rezar, esconder-se das Forças Armadas iraquianas e tratar dois dos seus homens que tinham sido feridos.

O pe. Momika orientou as meninas a não se esquecerem da sua fé e a “rezarem à Virgem Maria, que irá em seu auxílio“.

De fato, tanto o sacerdote quanto as meninas consideram um milagre que os combatentes não as tenham visto.

“Quando os militantes do EI entraram no nosso quarto e não nos viram, nós sentimos que a Virgem Maria fechava os olhos deles“, declarou uma das alunas.

O padre Georges Jahola, da diocese siro-católica de Mosul foi levá-las a local seguro.
O padre Georges Jahola, da diocese siro-católica de Mosul foi levá-las a local seguro.
O ataque a Kirkuk fez parte de uma ofensiva mais ampla dos exércitos curdo e iraquiano para retomar a cidade de Mossul, nas mãos do Estado Islâmico desde 2014.

O pe. Momika explicou que as sete meninas estão entre os mais de 100 refugiados que frequentam a universidade de Kirkuk após terem sido expulsos daquela cidade.

Muitas das meninas são da própria Mossul e de cidades próximas como Bartella, Alqosh e Telskuf. Todas, antes da invasão dos terroristas, estudavam na Universidade de Mossul.

Suas famílias vivem hoje em campos de refugiados em Erbil, mas, para continuarem os estudos, elas foram matriculadas na Universidade de Kirkuk e passaram a morar em casas bancadas pela Igreja na cidade, evitando assim o alto perigo de ir e vir todos os dias entre os acampamentos e a universidade.

Após o extraordinário período de pavor vivido pelas jovens na sexta-feira,os padres George Jahola e Petros, da diocese siro-católica de Mosul, ordenados sacerdotes juntamente com o pe. Momika no dia 5 de agosto deste ano, foram a Kirkuk já na manhã seguinte para buscá-las e levá-las a salvo de volta para Erbil.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Hábito e disciplina atraem vocações,
mosteiros “aggiornati” esvaziam

Jovens querem vida religiosa séria e tradicional
Luis Dufaur
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Os conventos de religiosas se modernizaram no período pós-conciliar adotando o figurino da “Igreja nova” e “jovem”.

Porém, na maioria dos casos acabaram se desertificando por causa de renúncias, apostasias, e falta de vocações.

Nos EUA, segundo a imprensa americana católica ou laica, a média da idade das freiras é cada vez mais alta e as vocações são largamente insuficientes.

Porém, algo mudou a fundo nos últimos anos.

Conventos como os das dominicanas de Santa Cecília em Nashville, Tennessee, assistem a uma explosão de noviças com um média de idade de 23 anos.

Freiras modernizadas envelhecem e não atraem vocações
A questão é que as dominicanas de Nashville usam os hábitos tradicionais e seguem uma disciplina de vida estrita marcada pela oração, o ensino e o silêncio.

E essa é uma nota comum da nova onda de mosteiros em crescimento.

Na capela de Santa Cecília, o dia começa no mais estrito silêncio às 5:30 da manhã.

Nessa hora só se ouve o fru-fru dos hábitos, mas na capela há mais de 150 moças ajoelhadas, rezando e cantando.

Há algumas freiras idosas do antigo período “jovem e aggiornato” em cadeira de rodas.

Hábito diz: "somos esposas de Cristo"
O que está acontecendo?

As refeições também são em silêncio, com as religiosas sentadas lado a lado em longas mesas, vestindo hábitos completos e véu, servidas pelas noviças.

A Irmã Joana de Arco já foi jogadora de basquete, se doutorou na Notre Dame Law School, e foi voluntária na África.

Mas só no mosteiro de estrita observância se sentiu à vontade. “Deus pediu-me: entrega-me tua vida!”, conta ela.

Elas acham que o hábito completo branco das dominicanas “é maravilhoso, é uma lembrança continua de sermos esposas de Cristo”, como diz a Irmã Mara Rose McDonnell.

“O hábito fala aos outros que existe uma realidade além deste mundo. É o Céu. Nós todas estamos voltadas para o Céu”, acrescenta.

A Irmã Anna Joseph Van Acker explica: “nossa geração está sedenta de ortodoxia”.

A maioria delas visitou vários conventos.

Mas como diz a irmã Joana de Arco “eu desmaiei quando as vi com seus hábitos, com aquela alegria, ouvindo ou cantando. Ô! Foi algo cativante, mas tão cativante!”, exclama.

Os bispos católicos imploram religiosas dominicanas para cuidarem de escolas paroquiais.

Mais de 100 delas ensinam em 34 escolas de 13 Estados.

Elas produzem uma forte e positiva impressão nos alunos porque não batem com o estereotipo de freira desbotada.


As 300 dominicanas de Santa Cecília com seus longos hábitos, seu regime disciplinar, seu incessante ritmo de silencio e orações, estão fazendo do conservadorismo o novo polo de fervor e seriedade na Igreja Católica.



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Mais de 300.000 iranianos se converteram ao cristianismo

Missa de Natal no Irã
Missa de Natal no Irã
Luis Dufaur
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No país dos aiatolás e berço da revolução islâmica xiita há um constante gotejar silencioso de novos cristãos, atraídos do maometanismo, escreveu o site Actuall.

A mídia iraniana não pode falar disso, porque as represálias do governo seriam ferozes. O estranho é que a mídia ocidental não faça sequer menção do fato e passe a imagem de um Islã coeso no fanatismo, que impera absolutamente em seus feudos mais importantes.

A realidade é que no Irã está havendo uma autêntica revolução silenciosa: milhares de muçulmanos xiitas estão se convertendo ao Cristianismo.

A conversão é considerada crime pela lei religiosa do Islã ou Sharia. Mas os novos cristãos preferem desafiar a censura social, familiar, a marginalização, e inclusive o assassinato religioso.

O especialista em Cristianismo no mundo árabe, o libanês Camille Eid, registra um incremento simultâneo das conversões “na Europa e nos países de maioria muçulmana”.

Numa entrevista para a revista “Tempi”, o autor do livro Cristãos vindos do Islã garante que os casos conhecidos podem ser “a ponta do iceberg, posto que em alguns países a renúncia ao Islã está proibida por lei e não existem registros; mas, apesar de tudo isso, também nesses países as conversões ao Cristianismo estão aumentando”.

Segundo Eid, o sacerdote francês Pierre Humblot, expulso recentemente do Irã após 45 anos no país “falou de trezentos mil iranianos convertidos ao Cristianismo, um fenômeno de massa. Isso é incrível, porque no país as celebrações na língua local estão proibidas”.

Trezentos mil é todo um recorde no país que iniciou há quarenta anos a reviravolta fundamentalista radical islâmica.

Camille Eid também cita a filha de Moncef Marzouki, ex-presidente da Tunísia, autora de uma tese sobre as conversões nesse país magrebino.

“Isto foi possível também porque antes os regimes socialistas ou fundamentalistas islâmicos conseguiam frear a difusão da Boa Nova, impedindo o apostolado e a difusão do Evangelho. Mas hoje em dia com a Internet é muito mais fácil descobrir o ensinamento do Cristianismo”, acrescentou.

O fenômeno, que não se pode explicar sem uma especial assistência do Espírito Santo e de Nossa Senhora, acontece também no Ocidente. Na diocese de Hamburgo, foram batizados recentemente 196 maometanos. Algo similar aconteceu em outras cidades alemãs.

Natal no Irã
Natal no Irã
A transformação de alma que moveu esses neocatólicos não pode ser atribuída apenas a fatores terrenos como a guerra na Síria e no Iraque, ou à qualidade de acolhida material oferecida pelo governo alemão.

Camille Eid explica que “na Alemanha a maioria dos conversos é de origem iraniana ou afegã, ou também marroquina”.

Eles provêm de contextos radicalmente diversos da guerra promovida pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Os registros da igreja francesa contabilizam 4.000 adultos batizados por ano, 4% dos quais são ex-islâmicos. Os dados mais recentes da Áustria mencionam o batismo de quarenta sírios, afegãos e iranianos.

O especialista libanês recusa as afirmações de que essas conversões na Europa obedeceriam ao interesse de obter o asilo político.

Por um lado, não é verdade que os refugiados recebam mais apoio pelo fato de serem cristãos. O que acontece é bem o contrário.

Na Europa, os convertidos correm riscos análogos ou maiores que os convertidos em países maometanos.

Acresce que entre os convertidos franceses há diversos casos de homens que depois do batismo se tornaram sacerdotes ou começaram a falar da fé católica aos outros imigrantes, concluiu.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

“Cara e coroa” religioso do terremoto da Itália

Luis Dufaur
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O terremoto que assolou a Itália central no mês de agosto deixou diversas lições, nem sempre bem focalizadas na mídia e nas redes sociais.

Mais uma vez, a Providência fez sentir sua mão protetora sinalizando aos homens por onde passa a via da salvação: a mediação universal de Nossa Senhora, maternalmente extremosa nos momentos da maior dificuldade e dor.

Em Pescara del Tronto, uma das cidades mais devastadas pelo sismo, uma imagem da Virgem Maria permaneceu intacta em meio à destruição geral.

Logo depois da catástrofe, a imagem da Mãe de Deus foi encontrada íntegra entre os escombros.

Ela era cultuada habitualmente num nicho de cristal suspenso a dois metros de altura, voltado para a rua, como é frequente na Itália.

Ela ficou intacta, apesar da violência do abalo, e não é o primeiro caso registrado em terremotos, furacões e tsunamis no que vai do século XXI.

As tão repetidas e admiráveis circunstâncias não nos permitem duvidar da intervenção providencial nesses fatos.

Eles nos estimularam a criar uma página especial, aonde estamos recolhendo notícias sobre esses sinais milagrosos, esperançosos e fora do comum: CLIQUE AQUI Imagens intactas nas catástrofes. Por quê? 

Como estão sendo atendidos esses sinais de Nossa Senhora? Em um primeiro momento fala-se um pouco, e alguma foto, notícia ou testemunho viraliza.

Imagem de Nossa Senhora resgatada das ruínas do cemitério de Sant'Angelo, em Amatrice. A recuperação devolveu a esperança aos habitantes em desespero
Imagem de Nossa Senhora resgatada das ruínas do cemitério de Sant'Angelo, em Amatrice.
A recuperação devolveu a esperança aos habitantes em desespero
Mas o fato é esquecido com relativa rapidez, na voragem de informações da Internet. E não sendo feitas reflexões, não se tiram lições apropriadas.

Para reavivar a memória e ajudar a meditação, criamos a referida página Imagens intactas nas catástrofes. Por quê?

Porém, não podemos omitir que se a Providência permite acontecimentos tão terríveis como o terremoto de agosto, não é por nada.

O site espanhol “Adelante la Fe” informou sobre uma ofensa assustadora acontecida em uma das dioceses atingidas pelo terremoto.

O site reproduz a carta de um leitor, que dispensa comentários.

Aproveitando as férias, ele foi percorrer o Cammino San Benedetto (Estrada de São Bento), uma peregrinação de 300 km que parte de Norcia (Núrsia), cidade natal do grande Patriarca do Ocidente e fundador da Ordem Beneditina, e vai até o Subiaco e o Monte Cassino, passando pelos locais onde viveu o pai do monasticismo ocidental.

O padre Savino de Amatrice segura a 'Madonna de Filetta' delicadíssima imagem recuperada na igreja de Santo Agostinho inteiramente destruída
O padre Savino de Amatrice segura a 'Madonna de Filetta'
delicadíssima imagem recuperada na igreja de Santo Agostinho inteiramente destruída
A cidade e a diocese de Núrsia foram abaladas pelo tremor.

O leitor conta que partiu de Núrsia em direção a Cássia, cidade famosa mundialmente por causa de Santa Rita. Uma vez no centro, ele foi visitar a histórica igreja de São Francisco.

O templo é do século XII, conta com famosos afrescos medievais de grande piedade e beleza, e foi primorosamente restaurado.

Porém, ele verificou que a venerável igreja havia sido dessacralizada há pouco, como infelizmente vem acontecendo com centenas de outras igrejas católicas europeias, e não só na Itália.

Não só isso, ela acolhia uma exposição de imagens pornográficas explícitas. O peregrino ficou chocado e procurou o responsável pela mostra. Este lhe respondeu que o bispo de Spoleto-Norcia, D. Renato Boccardo, nada dissera contra a exposição blasfema e obscena.

O responsável acrescentou que a mostra era de conhecimento público e que o bispo não podia ignorar o que estava sendo exposto.

Além do mais, tentou justificar a ofensa escandalosa dizendo que era feita pela “boa causa”: o dinheiro coletado iria para os indigentes, pessoas com a síndrome de Down, deficientes físicos, etc.

Mostra pornográfica na igreja de San Francisco, em Cássia, antes do terremoto. Foto reduzida para não ressaltar os detalhes obscenos
Mostra pornográfica na igreja de San Francisco,
em Cássia, antes do terremoto.
Foto reduzida para não ressaltar os detalhes obscenos.
Revolução Cultural atrai castigos e desgraças.
Só faltou dizer – comentamos – que vai para imigrantes invasores muçulmanos.

O leitor tirou fotos para documentar a grave denúncia. O site preferiu prudentemente reproduzi-las com baixa resolução, para dar uma ideia geral do tamanho da ofensa e afastar a natureza perturbadora dos pormenores dos objetos pornográficos expostos com a anuência do bispo de “pastoral moderna”.

Não se deve, portanto, estranhar a pergunta feita por uma mulher católica a seu bispo diocesano sobre “onde está Deus” que permite tal catástrofe.

Esse bispo, aliás, fez questão de não se apresentar como tal e de não atender os fiéis espiritualmente necessitados, mas de agir como mais um dos resgatadores engajados na remoção material do entulho.

Fatos semelhantes àquela exposição estão se dando em muitas circunscrições religiosas. Como estranhar que outras semelhantes desgraças venham a acontecer, atraídas por essas ofensas tornadas possíveis pelo relativismo religioso?

Nossa esperança se centra inteiramente em Nossa Senhora, nosso único refúgio certo nessas horas difíceis e até trágicas.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Mais de 10% da população latino-americana
descende de nobres

Casamento de Martín García de Loyola (parente de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia, Cusco, Perú, século XVII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Entre 10% e 15% da população latino-americana atual descendem de nobres espanhóis e portugueses, segundo as pesquisas genealógicas e demográficas do sociólogo colombiano Mario Jaramillo e Contreras, membro da Junta Diretiva da Real Associação de Fidalgos da Espanha (RAHE), noticiou a UOL.

Jaramillo investigou durante anos o impacto dos descendentes da nobreza espanhola e portuguesa na população latino-americana.

E defende a necessidade de se desmitificar a “lenda negra” que identifica como “delinquentes ou aventureiros sem escrúpulos” a grande maioria dos espanhóis que embarcaram nos séculos XV e XVI com destino às terras americanas.

“Foram milhares os nobres que embarcaram naquelas viagens, com a ideia de conhecer o Novo Mundo, primeiro”, e a fim de “contribuir para seu desenvolvimento político, econômico e cultural”, argumenta.

O especialista assegura que foram eles “os grandes protagonistas no descobrimento e colonização da América Latina”.

Jaramillo acrescenta que os processos americanos de independência em relação à Espanha e a Portugal no século XIX “não se entenderiam sem a participação direta de nobres”.

Por isso, ressalta ele, “os conceitos de nobreza e fidalguia são avaliados muito positivamente na América Latina”.

O sociólogo diz tratar-se de conceitos “que envolvem orgulho em boa parte da população” latino-americana.

Por isso também “poucos são os que não quiseram conhecer as origens de seus sobrenomes”.

Formado em Direito, doutor em Sociologia e com estudos posteriores na Universidade de Harvard, Mario Jaramillo foi professor em centros universitários da Colômbia, Espanha e EUA.

María de la Luz Padilla y Cervantes. Nicolás Enríquez (1735), Brooklyn Museum.
María de la Luz Padilla y Cervantes.
Nicolás Enríquez (1735), Brooklyn Museum.
Sua análise histórico-sociológica projeta luzes que ajudam a entender o assanhamento das minorias marxistas latino-americanas contra as elites locais, associadas muitas vezes à fundação, desbravamento, civilização e evangelização do nosso continente.

Na perspectiva marxista, seja a de origem soviético-chinesa, seja a pregada pela Teologia da Libertação, há uma analogia profunda.

O “sans-culotte” da Revolução Francesa degolando rei e nobres, e o bolchevista chacinando nobres e burgueses têm seus assemelhados latino-americanos.

Eles são os militantes dos “movimentos sociais” e das CEBs, contrários aos proprietários agrícolas e urbanos, aos brancos, aos missionários e aos filhos de Nossa Senhora engajados na grande obra evangelizadora e civilizadora de nosso continente outrora submerso na ignorância, na miséria, na superstição e até em práticas indígenas satânicas.

O trabalho do Dr. Jaramillo desvenda um aspecto da nossa realidade que desperta o ódio de classe do marxismo e da teologia da libertação.

Ódio que também atiça o “nós contra eles” do lulopetismo e do “socialismo do século XXI”.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ante a proibição de enterrar o Bispo com sua mitra,
fiéis o ornam com uma de mitra de flores

Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo de Mindong (Fujian), nunca aceitou as exigências do socialismo
Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo de Mindong (Fujian),
não se dobrou ante as exigências do socialismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O bispo católico “clandestino” de Mindong (Fujian), D. Vicente Huang Shoucheng, um das maiores personalidades da Igreja Católica na China, morreu na sua Cúria aos 93 anos, governando até o último instante a diocese que o Papa lhe confiara, informou o site de AsiaNews.

D. Huang completou mais de 60 anos de sacerdócio, 35 dos quais passados em cárceres comuns, campos de trabalhos forçados e prisões domiciliares.

A diocese de Mindong está constituída na sua quase totalidade por católicos fiéis ao Papa e à Santa Sé, geralmente chamados de “clandestinos” porque o governo comunista não os reconhece.

Dos 90.000 católicos da diocese, mais de 80.000 são “clandestinos”.

Eles são assistidos por cerca de 45 sacerdotes, 200 religiosas e 300 leigos consagrados, além de centenas de catequistas.

Mindong padece por causa de Mons. Zhan Silu, um “bispo patriótico” ou agente do governo que pretende governar os católicos. Poucos fiéis o seguem, os sacerdotes oficiais são só uma dezena e cuidam de poucas igrejas.

Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo fiel ao Papado, no velório na catedral de Mindong com mitra e báculo de flores
Mons Vincent Huang Shoucheng, bispo fiel ao Papado,
no velório na catedral de Mindong com mitra e báculo de flores
Mas até os católicos “patrióticos” tiveram de reconhecer a grandeza do verdadeiro bispo que acaba de falecer.

“Por causa dele – disse um sacerdote ‘clandestino’ – a Igreja de Mindong pode crescer e se renovar”.

Seus sofrimentos trouxeram grandes frutos para a evangelização. Nestes anos nasceram e cresceram centenas de comunidades e paróquias”.

D. Huang sagrou em 2008, com aprovação do Papa, seu bispo coadjutor, D. Vicente Guo Xijin, de 60 anos.

Ele agora assumiu como administrador a diocese. D. Guo também foi encarcerado pelos comunistas em três oportunidades.

O governo socialista proibiu, como de costume, que o bispo “clandestino” fosse enterrado com as insígnias episcopais – a mitra, o báculo, a cruz peitoral e o anel – e exigiu que comparecessem poucos fiéis nas cerimônias fúnebres.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Monges fazem a melhor cerveja do mundo,
como na Idade Média

Westvleteren XII a melhor cerveja do mundo é feita por monges trapistas que levam vida de penitência.
Westvleteren XII a melhor cerveja do mundo
é feita por monges trapistas que levam vida de penitência.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Há perto de três anos pudemos comentar um artigo vindo da França, narrando que a cerveja Westvleteren XII, produzida pelos monges trapistas da abadia de São Sixto de Westvleteren, na Bélgica, ocupava o primeiro lugar das melhores cervejas do mundo, segundo o site americano especializado www.rateBeer.com.

Mas as modas mudam. Há pressões econômicas para transformar em puro negócio aquilo que é uma tradição religiosa de vários séculos.

Também o chamado “progressismo católico” tem uma declarada animadversão aos costumes e às tradições católicas que remontam à Idade Média, uma idade de fé em que o Evangelho penetrava todas as instituições, segundo ensinou o Papa Leão XIII.

No mês de junho do presente ano (2016), o site da revista italiana “Pane & Focolare” trouxe a notícia de que os monges trapistas de São Sixto de Westvleteren prosseguem imperturbáveis a tradição de fabrico de cerveja artesanal da mais alta qualidade.