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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Chineses defendem a Cruz

Fiéis se amarram ao Cruzeiro para tentar impedir a demolição.
Fiéis se amarram ao Cruzeiro para tentar impedir a demolição.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A região de Wenzhou ganhou o apelativo de “Jerusalém da China” pela sua extraordinária devoção à Santa Cruz e a construção de inúmeras e até colossais igrejas, sempre coroadas por enormes cruzes vermelhas especialmente iluminadas à noite, segundo descreve o jornal espanhol “El Mundo”.

Esses templos sobressaem no horizonte e podem ser contemplados das autoestradas.

O regime não suportou esse triunfo da Cruz e, dentro do plano geral do Partido Comunista Chinês (PCC) contra o símbolo mais sagrado do Cristianismo, ordenou demoli-lo.

Soldados e operários pesadamente equipados iniciaram as demolições alegando os pretextos legais mais díspares.

Mas a tarefa do anticristianismo não está sendo fácil.

Apesar da enorme desigualdade de forças, os fiéis redobraram seu fervor e protagonizam verdadeiras batalhas campais em defesa dos Cruzeiros.

Por toda parte eles montam vigilância e organizam a resistência. Quando chegaram os demolidores da igreja de Sanjiang, na periferia de Wenzhou, os celulares dos fiéis começaram a tocar.

“Fomos avisados durante a noite. Estava chovendo e não tínhamos guarda-chuvas. Mas fomos todos, milhares de pessoas, chorando, vendo como destruíam a nossa igreja”, narrou uma testemunha.

A igreja de Sanjiang estava sobre um promontório e queria imitar as catedrais góticas da Europa. Tinha uma torre de 60 metros de altura e custou mais de cinco milhões de dólares, dinheiro doado pelos fiéis.

As autoridades socialistas mandaram arrasá-la até os fundamentos e no local plantaram árvores e flores.

A fúria socialista só se assanha contra os cristãos. Os templos budistas das redondezas não foram atingidos e até um deles está sendo ampliado. Paganismo e comunismo no fundo são filhos do mesmo pai da mentira.

Desde o início da campanha contra as Cruzes, 1.200 delas já teriam sido destruídas pelo socialismo.

O jornal oficial “Global Times” anunciou que a campanha ateia durará mais três anos, sob o pretexto de “embelezar” a província e eliminar prédios que violam as normas de segurança.

A igreja católica de Zhejiang, província de Wenzhou, demolida pelo regime. No fundo grande quadro estragado do Sagrado Coração de Jesus
A igreja católica de Zhejiang, província de Wenzhou, demolida pelo regime.
No fundo grande quadro estragado do Sagrado Coração de Jesus
É mais uma mentira do socialismo, respondem os cristãos.

A verdade é que Wenzhou já conta com cerca de 28 milhões de cristãos, além de mais de 60 milhões de adeptos de cultos sincréticos que usam os Evangelhos. Dessa maneira, os cristãos superam largamente os adeptos do marxista Partido Comunista Chinês.

Wenzhou tem nove milhões de habitantes e construiu mais de duas mil igrejas. O fato paradoxal é que ela havia sido escolhida por Mao Tsé-tung, fundador do comunismo chinês, para sediar em 1958 a “experiência” de uma “zona ateia” onde foram fechados ou confiscados todos os templos na Revolução Cultural de 1966-76.

Em Oubei a tensão é máxima. Enquanto as pequenas habitações dos comunistas exibem o rosto do presidente chinês Xi Jinping, as moradias dos cristãos são marcadas pela Cruz pintada de vermelho, com a inscrição: “Deus, meu coração te ama”.

O matutino oficial “Global Times” reconheceu em 2015 a “surpresa” do “explosivo aumento” do Cristianismo. “As igrejas [de Zhenjiang] – acrescentou farisaicamente – são muito grandes, têm cruzes exageradas. Os não crentes não se sentem cômodos”.

Wang, 60, guardião da igreja da Roca em Xiasha, nega que a cruz de sete metros no teto fosse “irregular”. “Cumpria todas as leis”, explicou.

Ele foi um das centenas de cristãos que foram bloqueados pela policia para impedir cenas de resistência passiva como as acontecidas em muitos enclaves cristãos.

Na aldeia de Ya, não distante da cidade de Huzhou – na mesma província de Zhenjiang –, várias dezenas de devotos se atrincheiraram durante semanas junto à Cruz, no alto da torre principal da igreja, para evitar o seu desmantelamento.

“O Governo tem medo do poder dos cristãos”, disse Wang.

Na igreja da Roca chegaram a um acordo, mantendo-se um pequeno cruzeiro num lago. Outros templos tiveram que cobrir o símbolo de Cristo com panos, como em Hua Ao, ou com galhos, como se no topo da igreja houvesse uma árvore.

Os fiéis reagem ostentando mais cruzes
Os fiéis reagem ostentando mais cruzes
Na aldeia de Shancang, dezenas de casas ostentam cruzes vermelhas pintadas nos muros.

Até associações cristãs de fancaria, forjadas pelo governo, se sentiram obrigadas a protestar contra ele, como o fez um de seus líderes, o pastor Joseph Gu.

O governo socialista também reagiu prendendo clérigos e advogados que foram à “Jerusalém da China” para assessorar os fiéis.

Na sua pobre moradia de Oubei, a senhora Chang conta que após a destruição da grande igreja de Sanjiang, os fiéis continuaram se reunindo na velha igreja local.

Ali eles mantêm erguido o Cruzeiro vermelho, enquanto nos muros estão escritas orações a Nosso Senhor, convidando os neófitos a comparecer.

“Se mexerem com essa Cruz, nós sairemos de novo às ruas”, adverte ela.








terça-feira, 16 de agosto de 2016

Na festa da Assunção, em Lourdes
devotos vencem moralmente terroristas do Islã

Os romeiros começaram a chegar a Lourdes na véspera da festa da Assunção.
Os romeiros começaram a chegar a Lourdes na véspera da festa da Assunção.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Sem temer a ameaça islâmica que semeia a morte na Europa, por volta de 25.000 fiéis foram até Lourdes para honrar a Assunção de Nossa Senhora, segundo noticiou a revista católica inglesa “Catholic Herald”.

O santuário de Lourdes foi intensa e prudentemente vigiado por forças militares e policiais. Da mesma maneira foram controlados locais públicos como a estação de trem. A segurança contou com cobertura aérea.

A multidão começou a se chegar à véspera da festa proveniente dos mais diversos países para comemorar a gloriosa Assunção de Nossa Senhora aos Céus em corpo e alma no 15 de agosto.

Milhares participaram da procissão das velas na noite. O percurso por motivos de segurança ficou limitado à área do santuário, aliás, enorme, que pode acolher todos eles.

O temor de atentados religiosos praticados por assassinos que obedecem aos preceitos do Corão, livro sagrado do Islã, era muito grande e justificado após o martírio do Pe. Jacques Hamel em Saint-Étienne-du-Rouvray, Normandia.

As autoridades de Lourdes se recusaram a cancelar as festas públicas como foi feito com muitos outros festivais pela França toda.

Por volta de 25.000 fiéis foram a Lourdes pela festa da Assunção.
Por volta de 25.000 fiéis foram a Lourdes pela festa da Assunção.
A decisão foi acertada e correspondida por um comparecimento extraordinário.

Uma coisa é um festival que visa o divertimento ou as mundanalidades e outra é a romaria a Lourdes para visitar a Rainha do Céu e da Terra a quem obedecem as legiões angélicas.

Obviamente houve os controles policiais de praxe, habitualmente inexistentes, mas que o furor dos inimigos de Nossa Senhora tornou inevitáveis.

Por volta de 300 soldados especializados e fortemente armados reforçaram as forças policiais de Lourdes e adjacências. A mobilização envolveu mais de 500 homens de armas.

E não somente os atentados não afastaram os fiéis, mas ajudaram a multiplicar seu número. Os peregrinos se inscreveram em massa para a romaria e para os hotéis num número que espantou os espíritos laicistas e até as autoridades eclesiásticas.

O martírio de Saint-Étienne-du-Rouvray modificou completamente o ambiente.

“Nas últimas semanas vimos um aumento espetacular das inscrições”, disse o Pe. Lejeune, responsável pelas romarias em nível nacional. O religioso julgou necessário prevenir aos eventuais romeiros sobre os perigos de ir a Lourdes no contexto atual.

Mas os devotos de Nossa Senhora de Lourdes desafiaram a insolência e o ímpeto criminoso dos islâmicos. E esses parecem ter percebido que não era o caso de mexer com católicos de fé verdadeira.

Daniel, que foi desde Deux-Sèvres disse à TV Europe1 que muitos percebiam que havia risco de atentado. Marion, mãe de três meninos sabia “que era um lugar ideal para reproduzir o mesmo gênero de atentados. Muitíssimas pessoas correram o mesmo risco”, explicou.

Os santuários de Lourdes ocupam 52 hectares incluindo 22 locais de culto. Os mais famosos são a própria gruta das aparições e as basílicas adjacentes.

Procissão transcorreu com grande participação e segurança garantida
Procissão transcorreu com grande participação e segurança garantida
Houve quem pedira a suspensão das cerimonias, mas a recusa foi imediata. O prefeito da região de Hautes-Pyrénées, Béatrice Lagarde, que havia anulado vários eventos de verão não ousou impedir o ato de fé multitudinário aos pés de Nossa Senhora.

Ela apenas, “modificou as condições da organização para dar mais segurança, segundo explicou ao jornal local “La Dépêche du Midi”.

“Eu temia que o telefone tocasse o tempo todo para avisar das desistências. Mas, pelo contrário, não parou de soar comunicando novas inscrições”, explicou à agência AFP o Pe. Fabien Lejeusne.

Além das romarias inscritas houve muitas dezenas de outras independentes.

Após a festa da Assunção, um grupo de trabalho se aplicará a estudar a melhora da segurança a prazo meio e longo.

Mas a nossa grande fonte de segurança está no Céu e é Nossa Senhora. E Ela exerce seu reinado de um modo muito especial no santuário de Lourdes.



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Expansão agrícola do Brasil e Argentina reduzirá 20% do número de malnutridos no mundo até 2025

Colheita de soja em Correntina.
Colheita de soja em Correntina, BA.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Dentro de dez anos, o Brasil será o maior produtor de soja do mundo e superará os EUA, apesar das dificuldades que os exportadores nacionais poderão enfrentar pela queda dos preços das commodities, diz informe da FAO sobre o futuro da agricultura no mundo até 2025, informou “O Estado de S. Paulo”.

Acresce que o Brasil terá a seu lado a Argentina, outro país com grandes possibilidades de expansão da fronteira agrícola.

A FAO aponta a necessidade de se ganhar 42 milhões de hectares de terras extras no mundo para atender às necessidades alimentares da humanidade até 2025.

E isso ocorrerá em grande parte por conta da expansão da fronteira agrícola no Brasil e na Argentina. Juntos, os dois países serão responsáveis por cerca de 20 milhões de hectares extras plantados.

“A América Latina continua sendo a maior fonte de expansão de área agrícola no mundo, com um total de aumento de 25% e com a soja liderando a maioria dessa expansão”, indicou a FAO.

No Brasil, a aquicultura pode ter uma expansão de 40% até 2025, e “as exportações de algodão devem dobrar de 700 mil toneladas para 1,5 milhões, fazendo do Brasil o segundo maior exportador do mundo”.

A respeito do açúcar, num primeiro momento, a FAO estima uma queda da participação do Brasil no mercado mundial. Mas até 2025 o País voltará a ocupar 41% do mercado. Com o real desvalorizado, o Brasil pode ser beneficiado.

Fábrica de colheitadeiras na Argentina quase faliu por maus negócios com a Venezuela. Hoje luta para satisfazer a demanda privada
Fábrica de colheitadeiras na Argentina quase faliu por maus negócios com a Venezuela.
Hoje luta para satisfazer a demanda privada nacional.
A participação do Brasil nas exportações de carne deverá chegar a 26%, “contribuindo por quase metade da expansão esperada nas vendas de carnes no mundo durante o período projetado”.

Mesmo registrando uma expansão mais lenta, os mercados emergentes devem continuar a liderar a expansão do consumo mundial. Deve, contudo, mudar o perfil do consumo, com maior atenção para o açúcar, os óleos vegetais e menos para cereais ou proteínas.

Outra consequência positiva de preços estáveis na agricultura deve ser a queda do número de famintos no planeta. A projeção é de que haja uma redução dos atuais 800 milhões de pessoas afetadas pela forme para cerca de 650 milhões em dez anos.

Isso representará uma queda de 11% para 8% na proporção da população mundial em situação de má-nutrição.

Todas as esperanças repousam no setor privado, porque nos assentamentos da reforma agrária não existe comida nem para alimentar os assentados, que vivem na dependência da cesta básica.

Quando há assentados... e quando o dinheiro da cesta básica não vai para a conta de algum funcionário ou político!


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

No Oriente mártires adoram a Eucaristia,
a qual é entregue por religiosos à profanação no Ocidente

Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão. Foto cortesia Diácono Roni Momica
Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão.
Foto cortesia Diácono Roni Momica
Luis Dufaur
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Dom Francesco Cavina, bispo de Carpi, Itália, visitou o Curdistão iraquiano, no norte de Bagdá.

Ele ficou impressionado com a gratidão dos cristãos pela proteção divina, “sobretudo por terem conservado a fé pela qual estão dispostos a morrer, pois não querem perder o verdadeiro tesouro da vida que é Cristo e a pertencença ao seu Corpo Místico que é a Igreja”, segundo narrou o bispo no seu retorno, informou o jornal italiano “Il Foglio”.

“Os cristãos experimentaram uma profunda sensação de solidão enquanto as milícias jihadistas avançavam. Sentiam-se traídos pelas instituições do governo e, mais dolorosamente ainda, por aqueles que julgavam serem amigos e que não somente os abandonavam, mas os denunciavam” aos fanáticos islâmicos. Após os cristãos abandonarem suas casas, os seguidores de Maomé as invadiram e pilharam todos os seus haveres.

O bispo de Carpi sublinhou “que o Estado islâmico procura eliminar a presença dos cristãos do país constrangendo-os a emigrar. Os cristãos, de fato, não aceitam serem definidos como uma minoria religiosa que no máximo pode ser tolerada”, como impõe o Corão.

O bispo italiano assistiu a cenas de crianças que tendo perdido tudo participavam de Adorações do Santíssimo Sacramento, uma devoção nobilíssima que parece incrível no Ocidente, onde a fé está cada vez mais entibiada.

“O Santíssimo estava exposto sobre um altar e as crianças estavam dispostas em volta d’Ele formando círculos, com as mãos juntas e ajoelhadas no estilo oriental. Rezavam, cantavam, ficavam em silêncio. Fiquei impressionado com sua compostura e atenção. Muitos rezavam e cantavam com os olhos fechados”, completou Dom Cavina.

O arcebispo católico-siríaco de Mosul, Mons. Yohanna Petros Mouche, pediu “pessoalmente ao governo italiano um reconhecimento oficial do genocídio para nos ajudar a retornar às nossas terras e continuar a viver em nosso país”.

O cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo interreligioso, acrescentou: “Os cristãos estão sendo mortos, ameaçados, reduzidos ao silêncio ou expulsos; suas igrejas estão sendo destruídas ou correm o risco de virarem museus. O cristianismo arrisca desaparecer precisamente na terra em que se expandiu inicialmente a fé de Cristo.

“Em 1910, 20% da população do Oriente Médio eram cristãos. Agora eles são menos de 4%. Evidentemente há um plano de ação para apagar o Cristianismo do Oriente Médio e isso bem pode ser chamado de genocídio.”

Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria
Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria
O prelado, porém, nada disse se está cobrando dos islâmicos a indispensável reciprocidade, sem a qual o ecumenismo vira palhaçada, exigência esta que teria efeitos salvadores para as vidas de católicos e para a presença católica no Oriente Médio.

O emocionante relato do bispo de Carpi como que impõe algumas reflexões. Antes de tudo a respeito da fé ardente desses católicos martirizados.

Hoje, nas cátedras eclesiásticas, nas Missas, na mídia, nas pregações ou nos encontros diocesanos nacionais e internacionais, bispos e sacerdotes podem falar dos sofrimentos materiais e corporais dos nossos irmãos na Fé perseguidos e mortos.

Mas quantas vezes falam da religião católica atacada com sanha islâmica, que é feroz senão satânica?

Peguemos a Internet ou a mídia convencional. Onde estão os líderes religiosos católicos denunciando o ódio religioso desencadeado contra Cristo, sua Igreja e seus fiéis seguidores pelos discípulos de Maomé?

Onde estão os convites para Adorações do Santíssimo Sacramento, reza do Terço e outras formas de piedade em união de intenções com aquelas crianças, que talvez tenham perdido parte de suas famílias, cruelmente assassinadas por causa de sua Fé e sujeitas elas próprias a sádicos martírios?

Elas lá, adorando Jesus Sacramentado no que pode ser um dos derradeiros atos de sua curta existência, e nós aqui: o que ouvimos pregar em nossas igrejas?

Mais triste ainda é considerar que multidões de sequazes da furiosa religião de Maomé são acolhidas em nossos países com argumentos humanitários, enquanto esses argumentos de nada valem para as vítimas quando estas são cristãs.

Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo, cidade pesadamente bombardeada
Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo,
cidade pesadamente bombardeada
E não é só a mídia convencional ou a Internet, mas são também sacerdotes, bispos – e ficamos por aqui por respeito – que apelam para receber as hostes invasoras do Islã.

E, mais lancinante do que tudo, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiramente presente na Hóstia consagrada com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, é devidamente adorado no Oriente Médio por possíveis futuros mártires de poucos anos de idade.

Entrementes, reúne-se em Roma um Sínodo com representantes de todos os episcopados do mundo, cujas mãos consagram a Hóstia todos os dias na Missa.

Muitos deles postularam nada menos do que a entrega do Santíssimo Sacramento à profanação, pela sua distribuição àqueles em situação matrimonial escandalosa: os “divorciados recasados” e outros estados pecaminosos vituperados pela Escritura e pelo Magistério de dois mil anos da Igreja.

Entramos no centenário de Fátima. Não é bem verdade que os terríveis anúncios de Nossa Senhora para a humanidade pecadora, sensual e orgulhosa, não ficam inteiramente explicáveis e inevitáveis à luz dos fatos descritos?

É de se temer mais pelo Ocidente, onde os muçulmanos ainda não andam chacinando todo o mundo pelas ruas – embora já existam atentados espantosos –, do que pelos heroicos católicos resistentes no Oriente Médio.

Estes últimos estão mais próximos da misericórdia divina, do amparo de Nossa Senhora e do próprio Céu, do que as línguas farisaicas de nossos países, igrejas e mídias.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Muçulmanos tornam-se cristãos e ingressam na “Igreja das Catacumbas” no Oriente… e no Ocidente!

Convertidos entram na 'Igreja das Catacumbas' para não serem mortos pelo Islã.
Convertidos entram na 'Igreja das Catacumbas' para não serem mortos pelo Islã.
Luis Dufaur
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A grande mídia fala muito pouco, mas um número crescente de refugiados muçulmanos na Europa está se convertendo ao cristianismo, escreveu o jornal britânico “The Guardian”, citado pelo site “Aleteia”.

Na Áustria, por exemplo, só no primeiro trimestre de 2016 a Igreja Católica registrou 300 pedidos de batismo de adultos, 70% dos quais eram refugiados.

Os fiéis da igreja da Trindade, em Steglitz, Berlim, aumentaram há dois anos de 150 para 700, devido, segundo o pastor Gottfried Martens, às conversões de muçulmanos.

Em Liverpool, Inglaterra, a maioria das cerca de 100 a 140 pessoas que assistem à missa semanal em língua farsi é constituída por imigrantes do Irã e do Afeganistão. Um em cada quatro deles é convertido do islã, conforme levantamento realizado pelo bispo de Bradford, Dom Toby Howarth.

A conversão é uma questão delicada, porque o Corão rotula de apóstatas aqueles que se tornam cristãos e manda matá-los.

Por outro lado, nos círculos eclesiásticos católico-progressistas há muito medo de falar sobre o assunto, para não ofender o “ecumenismo”! Muitas almas que procuram Jesus Cristo são afastadas das igrejas como cães sarnentos para evitar complicações com o bispo ou o imã local!

Uma vez que massas islâmicas invadem a Europa, chegou a hora de os religiosos com verdadeira fé tomarem a iniciativa e pregar-lhes o Evangelho com ensinamentos e exemplos de vida.

Isso já aconteceu quando os bárbaros invadiram Europa através de quase todas as suas fronteiras. Muitos religiosos – pregadores ou monges – foram martirizados nessa épica e santa obra de evangelização ordenada por Jesus Cristo.

Mas, por fim, o continente europeu ficou pacificado sob o signo da Cruz, e os bárbaros saíram de sua situação miserável para integrar ou formar os países que são fulcros de civilização cristã e ocidental.

Zonoobi, marceneiro iraniano de Shiraz, chegou na Alemanha com sua mulher e dois filhos. Meses depois ficou cristão.
Zonoobi, marceneiro iraniano de Shiraz,
chegou na Alemanha com sua mulher e dois filhos. Meses depois ficou cristão.
O cardeal suíço Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, numa conferência inter-religiosa no Instituto Woolf da Universidade de Cambridge, disse: “Nós temos a missão de converter a todos os que pertencem a religiões não cristãs”.

“Precisamos converter, acima de tudo, os que usam da violência, porque, quando uma religião usa a violência para converter os outros, estamos diante do abuso da religião”, acrescentou o purpurado.

Bastou o uso da palavra “converter” para que se desencadeasse um grande tumulto. O diretor da sala de imprensa do Vaticano interveio para “esclarecer” que o Cardeal, ao dizer “converter”, pretendia dizer outra coisa e que tudo era invenção da imprensa.

Contudo, o que o cardeal tinha ecoado era o ensinamento de Cristo: “convertei-vos para serem apagados os vossos pecados”. (Atos dos Apóstolos 3, 19) .

O mesmo que o Espírito Santo clamou pela boca dos profetas: “Convertei-vos! Renunciai a todas as vossas faltas! Que não haja mais em vós o mal que vos faça cair. Repeli para longe de vós todas as vossas culpas, para criardes em vós um coração novo e um novo espírito. (...) Convertei-vos, e vivereis!” (Ezequiel, 18,30-32).

Positivamente, não há apenas o fanatismo jihadista, mas também o ecumenista!
“The Guardian” cita Johannes, um iraniano que mora em Viena e que narrou ao jornal como e por que se converteu. Nascido em família muçulmana, ele se chamava Sadegh.

Na universidade, Johannes começou a se interrogar sobre as raízes do Islã. E afirma: “Descobri que a história do Islã era totalmente diferente do que eu tinha aprendido na escola. Comecei a pensar que talvez fosse uma religião que se estabeleceu pela violência.

“Mas uma religião que dá os seus primeiros passos com a violência não pode levar as pessoas à liberdade e ao amor. Jesus Cristo disse que quem fere com espada, com espada perece. Isso realmente mudou a minha forma de pensar”.

Johannes começou a se converter no Irã, mas logo percebeu que lhe seriam infligidas as cruéis penas que o Islã prescreve contra os “apóstatas”: torturas e morte.

A Conferência Episcopal Austríaca alertou para o perigo de conversões insinceras, fingidas, para tirar um visto no país. Fingimentos sempre houve, como foi o caso de Simão o Mago nos tempos apostólicos (Atos 8:9-24), e requerem cautela.

Mártires na Síria. Vale mais do que nunca o dito: 'O sangue dos mártires é semente de cristãos'.
Mártires na Síria. Vale mais do que nunca o dito: 'O sangue dos mártires é semente de cristãos'.
Mas esse não é o caso geral. Na Alemanha, o responsável da igreja da Trindade, que só batiza muçulmano, depois de três meses de catequese, narrou: “Muitos são mesmo atraídos pela mensagem cristã, que muda a sua vida”. Os que nunca mais põem os pés na igreja depois da suposta conversão chegam a cerca de 10%, explicou.

As conversões sinceras como a de Johannes acontecem até em países onde pareceria impossível. Na Arábia Saudita, por exemplo, o número de cristãos está crescendo, apesar da proibição de quaisquer cultos que não o Islã oficial.

É um crescimento em segredo, sob o medo da execução capital, mas real. A organização Open Doors (Portas Abertas), criada para defender os cristãos perseguidos em todo o mundo, revelou o fenômeno entre os sauditas.

O exemplo citado é o de Mohammed (nome fictício), que se converteu ao Cristianismo depois de obter informações na internet. Ele conheceu cristãos de fora das fronteiras do reino saudita e, tendo viajado para outro país do Oriente Médio, pela primeira vez na vida entrou numa igreja e começou a estudar a Bíblia.

Depois de alguns dias, perguntado sobre quem era Jesus, ele respondeu: “É meu salvador, é meu Deus”. Recebeu o batismo antes de voltar para casa, sem que ninguém soubesse.

Nabil Qureshi escreveu o livro Buscar Alá, encontrar Jesus. Quando jovem ele viveu no Ocidente, onde era continuamente alertado contra os “riscos de contaminação” dos cristãos.

Perseguição e guerra na Síria reafervora católicos.
Perseguição e guerra na Síria reafervora católicos.
“Os primeiros versos do Alcorão que memorizávamos na mesquita proclamam que Deus não é pai nem filho. Já o recitávamos aos seis anos de idade. Também aprendemos que Maomé foi o maior mensageiro de Deus e que nunca viveu neste planeta nenhum homem mais perfeito do que ele. Não é difícil entender como eu me tornei um ferrenho opositor da Trindade”, ri ele hoje.

Mas Qureshi discutia com seu amigo cristão David. Não faziam ecumenismo, mas sim polêmica e briga de bom nível teológico. Num certo momento, o seguidor de Maomé acabou concluindo:

“A visão cristã de Jesus é muito mais coerente do que a visão dos muçulmanos sobre o Nazareno. Eles podem ver que o islã foi construído sobre bases muito fracas do cristianismo. E podem parar de afastar as pessoas de Jesus, passando a anunciar o Evangelho. Foi o que aconteceu comigo. É o que pode acontecer com eles”.
Dom Bechara Boutros Raï, Patriarca de Antioquia dos Maronitas, havia explicado em 2012: “Constatamos, entre os muçulmanos, conversões secretas ao Cristianismo”.

Dom Raï falou do futuro advento de uma “primavera cristã”.

No Marrocos, triplicou em quinze anos a presença cristã. Os neófitos pertencem principalmente às classes médias altas, que veem no Cristianismo uma religião oposta ao Islã, demasiado restritivo e associado à ignorância.

O médico Abdul al Halim explicou que o credo muçulmano é a religião de Estado e por isso “somos forçados a rezar como se fôssemos uma associação secreta. Tivemos até que nos dividir em dois grupos para não chamar a atenção”. E ainda assim seu número triplicou!

Segundo o Patriarcado Latino de Jerusalém, as conversões ao Cristianismo no Egito repetem o mesmo esquema: não há números exatos porque “quem se converte sofre o risco de processos judiciais ou mesmo de morte, caso a conversão se torne pública”.

Há, portanto uma “Igreja das catacumbas”, segundo esse Patriarcado, “para se proteger das vinganças das comunidades de origem dos novos cristãos”, leia-se dos muçulmanos.

O Pe Gottfried Martens batiza família iraniana em Berlim. Ex-muçulmanos constituem maioria dos 900 paroquianos.
Um pastor batiza família iraniana em Berlim.
Ex-muçulmanos constituem maioria dos 900 paroquianos.
Mas como isso pode ser possível quando assistimos a tantos maus exemplos vindos também do clero e de seus hierarcas?

O Patriarcado Latino de Jerusalém explica: o fator que desencadeia o processo de crescimento da Igreja é o mesmo dos primórdios do Cristianismo.

Na perseguição, disse, quando a conversão parece mais improvável e mais perigosa, a mensagem de Cristo vai abrindo o caminho. E é justamente nisto que pensam os cristãos: eles são perseguidos, mas não obstante são encorajados a estender a sua Igreja, que cai, mas se levanta toda vez”.

Não era hora de uma grande cruzada de orações por esses irmãos na Fé que estão se convertendo sob a ameaça de violências, saques e morte cruel por parte do Islã?

Onde estão os pregadores convidando os fiéis a rezarem e oferecerem sacrifícios gratos a Deus pelos novos irmãos na Fé que estão ingressando na Santa Igreja Católica Romana, a única verdadeira, desafiando cruéis punições e até a perda da vida?

Veja também: Cristianismo cresce no Irã, apesar a perseguição fundamentalista

“Igreja jovem” progressista definha na Espanha.
Renascem conventos segundo a Igreja imortal

Igreja abandonada na Espanha.
Igreja abandonada na Espanha.
Luis Dufaur
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A prática religiosa está em queda livre na Espanha. A sangria é vertiginosa: desde 1º de janeiro de 2015, 341 casas ou mosteiros fecharam as portas por escassez de vocações ou pela ancianidade de seus membros, que foram constrangidos a se aglutinarem em poucas residências, informou o jornal digital espanhol Infocatólica.

Isso quer dizer que a cada 36 horas uma casa de almas consagradas desapareceu em algum lugar da católica Espanha em 2015.

Em geral, essas casas ficam sem uso, aguardando quem as alugue ou aproveite em qualquer atividade, inclusive profana, escandalosa, incompatível com o catolicismo, ou até mesmo templo de abominação.

Algumas foram invadidas por vândalos e “sem-teto”, que as depredaram. Em poucos casos foram reaproveitadas para atividades católicas, como escolas, mas sem presença do instituto fundador.

Em certas ocasiões, o abandono dos conventos implicou quase a morte de pequenos povoados que viviam em torno deles.

Para certas Ordens religiosas especialmente deturpadas pela crise “pós-conciliar”, significou também fechar grandes casas nas cidades importantes.

Convento conceicionista abandonado na diocese de Siguenza-Guadalajara
Convento conceicionista abandonado na diocese de Siguenza-Guadalajara
Alguns institutos tentaram “importar” religiosas de outros continentes, especialmente da África, da Ásia e da América Latina.

Mas a experiência não foi muito positiva, gerou problemas antes desconhecidos, e no máximo apenas tornou mais lento o desfecho final.

Com o fim de conventos, mosteiros e casas, acabaram também escolas, orfanatos, asilos para anciãos e outras obras de caridade de grande valor.

O doutor em estatística e especialista em bases de dados Giuseppe Mineo, estudou o caso a fundo e fez a lista dos 341 imóveis que ficaram como ruínas da Igreja. Ele diz: “Isto está aumentando, essa sangria está longe de se deter, vai agudizar-se nos próximos meses e anos”.

270 dessas casas pertenceram a conventos de freiras, e 71 a sacerdotes ou frades.

O triste recorde foi batido pelas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, que passaram o cadeado da morte em 23 de suas residências em Madri, Canárias, Mallorca, Castela a Mancha, Castela e Leão, Catalunha, Galícia, Andaluzia, Comunidade Valenciana, Murcia e País Basco.

No período analisado, as Filhas da Caridade desistiram de mais de uma casa por mês. E isso na era em que se se faz qualquer absurdo para aproximar a Igreja dos mais necessitados!


As dominicanas, considerando todas suas diversas famílias (irmãs da Anunciata, missionárias, recoletas…), perderam 14 residências. As franciscanas fecharam 16.

Nesse total estão incluídas as Franciscanas da Imaculada, até havia pouco em plena expansão, mas que sofreram polêmica intervenção do Vaticano por suas tendências tradicionais.

A crise atingiu ferozmente as congregações de vida ativa e as dedicadas à beneficência. As de vida contemplativa foram tocadas por esse bafo do inferno em medida inversamente proporcional à modernização dos claustros.

Convento de la Trinidad de Cuéllar (Segovia), transformado em residência e depois à venda
Convento de la Trinidad de Cuéllar (Segovia), transformado em residência e depois à venda.
O flagelo não teve igual, nem mesmo com os desmandos comunistas da Guerra Civil (1936-939).

No ano e meio compulsado desapareceram 71 casas de congregações religiosas masculinas, inclusive dedicadas à educação. Os jesuítas puseram fim a 5 de suas comunidades na Espanha.

Os conventos masculinos de vida contemplativa foram mais resistentes à catástrofe. Nem beneditinos, nem cistercienses, nem cartuxos nem ordem alguma similar fechou comunidades.

O que geralmente não se computa nesses balanços são as novas casas e mosteiros, ou os antigos que foram recuperados por comunidades religiosas antigas ou novas e que diante do desastre decidem voltar aos costumes tradicionais e, ali sim, atraem jovens vocações em número notável e edificante.

Uma enorme mudança está em curso: enquanto religiosos de ambos os sexos – que se jactavam de “modernos” e da “Igreja jovem” – se extinguem numa ancianidade sem glória, novas vocações se voltam para aquilo que eles recusaram e a bênção de Deus desce as sobre suas iniciativas.


Votos religiosos no convento de Ladywell Convent (1962)




Profissão dos primeiros votos de Maria Imelda, no convento das Escravas do Imaculado Coração de Maria (Massachusetts, EUA) 08.09.2014.




segunda-feira, 25 de julho de 2016

“Ideologia de gênero” e “verdes”
saem ridicularizados em Parlamento alemão

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O deputado alemão Steffen Königer, católico de 45 anos e pai de duas crianças, deixou em ridículo a presidência do Parlamento regional de Brandenburgo, nordeste da Alemanha, segundo narrou o site “Religión en Libertad”.

Empresário, Steffen especializou-se em Psicologia, Ciências Políticas e História. Em outubro de 2014 foi eleito deputado pelo partido AfD [Alternative für Deutschland, Alternativa para Alemanha], agrupação oposta à tirania antifamília e antipropriedade privada imposta pela União Europeia, superestrutura ditatorial que está favorecendo agora a invasão dos muçulmanos.

Em 9 de junho votava-se uma proposta do Partido Verde, de extrema-esquerda, favorável à “Campanha pela aceitação da diversidade sexual e de gênero e a autodeterminação contra a homofobia e a transfobia (sic!) em Brandenburgo”. A iniciativa visceralmente anticristã incluía o reconhecimento de mais de 60 sexos diferentes (sic!).

Steffen subiu no estrado para emitir seu voto contrário à imoral proposta.

Antes de emiti-lo, começou a saudar a todos os presentes com linguagem inclusiva, como aconteceria se o projeto fosse aprovado.

Ele deu início então à saudação correspondente a cada uma das dezenas de identidades sexuais propostas, as quais não são de sua invenção, mas dos ‘ideólogos de gênero’. E esclareceu posteriormente que poderia ter lido ainda mais uma centena de outras, relativas a novos ‘sexos’.

Em certo momento, Dieter Dombrowski, o vice-presidente da Câmara que presidia a sessão, talvez cansado pela intérmina saudação, interrompeu Steffen, perguntando-lhe o que ia dizer.

Steffen lhe respondeu então que ainda não tinha terminado o cumprimento inicial de praxe. Boa parte dos presentes caiu na gargalhada.

E prosseguiu com a saudação protocolar a cada um dos “sexos” propostos pelos “verdes”.

Completado o intérmino cumprimento, ele anunciou simplesmente que seu grupo votaria contra essa proposta ecologista.

O vídeo viralizou, obtendo rapidamente centenas de milhares de visualizações em Youtube.

O absurdo da proposta “verde”, que agia como porta-voz da Revolução Sexual, ficou exposto em todo o seu ridículo.

Deixarão com isso os “verdes” e os “ideólogos de gênero” sua ofensiva contra a família?

Acreditamos que não, pois eles recusam a razão e o bom senso. Só parecem ouvir os abstrusos e desesperados bramidos que emergem das profundezas sinistras da irracionalidade anárquica que odeia Deus.


Vídeo da posição de Steffen Königer (legendado em inglês):
60 “gêneros diferentes”. A aliança “Verdes”-LGBT em ridículo num Parlamento alemão:




Vídeo da posição de Steffen Königer (legendado em espanhol):



segunda-feira, 18 de julho de 2016

Piquenique no 90º aniversario da rainha Elizabeth II: imensa festa familiar

Luis Dufaur
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Além de outras cerimônias oficiais, o 90° aniversário da Rainha Elizabeth II foi comemorado com um grande almoço popular em Londres, segundo noticiou a UOL.

Perto de 10 mil pessoas desafiaram a chuva para participar do real ágape, montado com características de um piquenique na enorme e prestigiosa avenida londrina The Mall, que une o palácio de Buckingham com a Trafalgar Square, no centro da cidade.

O evento foi animado por centenas de músicos, bandas militares e exibições de mais de 600 organizações beneficentes presididas honorificamente pela rainha.

Apesar de a chuva ter jogado contra, só dando trégua no fim do dia, os convidados não desanimaram: usaram casacos impermeáveis, especialmente concebidos pela organização. Foram servidas aproximadamente 33 mil xícaras de chá.

Os netos da rainha – o príncipe William (segundo na sucessão do trono), sua esposa, a duquesa Kate, e o príncipe Harry – também enfrentaram a chuva, indo saudar pessoalmente os participantes e tirar fotos com muitos deles.

No fim, quando o sol brilhou, a rainha e seu marido, o príncipe consorte e duque de Edimburgo, deixaram o Palácio de Buckingham a bordo de um veículo a partir do qual cumprimentaram de pé a multidão.

Sob a chuva, fanfarras militares animaram o evento.
Sob a chuva, fanfarras militares animaram o evento.
Elizabeth II usou um casaco rosa, enquanto o príncipe Philip, que acabava de comemorar seu 95° aniversário, vestia um sobretudo cor camelo.

O príncipe William também homenageou sua avó com um discurso em que celebrou a “ferrenha saúde, a interminável energia e o conhecido sentido do humor” da rainha.

“Avó, obrigado por tudo o que fez por sua família. Não poderíamos desejar um aniversário mais feliz”, proclamou o primogênito de Charles da Inglaterra e Diana de Gales.

“Muito obrigado por demonstrar que os britânicos não permitem que um pouco de chuva estrague um bom dia ao ar livre”, acrescentou.

A rainha, segundo a UOL, por sua vez, agradeceu os presentes pelo “maravilhoso apoio”. “Espero que estas celebrações sirvam para nos recordarmos dos muitos benefícios que surgem quando o povo se une com um propósito comum”, explicou.

As celebrações em Londres haviam começado com uma missa de ação de graças na catedral de São Paulo e prosseguiram no dia seguinte com a tradicional cerimônia militar Trooping the Colour, na qual a rainha passou revista a mais de 1,6 mil soldados da Guarda Real no Horse Guards Parade da capital britânica.

A monarquia inglesa conservou muitas tradições católicas medievais, embora tisnadas por influências anglicanas e de séculos posteriores.

Quando a chuva parou a rainha saiu para saudar os presentes.
Quando a chuva parou a rainha e seus familiares saíram para saudar os presentes.
Por que os governantes – presidentes, primeiros ministros ou outros – dos regimes ditos democráticos ou populares não conseguem atrair multidões que os amem sinceramente, sem nada receberem e até com o sacrifício de se exporem às intempéries?

Por que se movimentam rodeados por um exército de guarda-costas, e tantas e tantas vezes, ao concluírem seus mandatos, não são objeto de manifestações de afeto, respeito e glória?

No Brasil, e na América Latina, os governantes ou ex-governantes populistas nem ousam sair de casa. E se vão a um local público, ouvem tudo o que não querem ouvir. E pour cause...

O exemplo do piquenique pelo aniversário da rainha mostra um relacionamento familiar, íntimo, distendido, afável e duradouro, eco dos costumes católicos nascidos na Idade Média que o protestantismo e outras formas de revolução não conseguiram extinguir.


segunda-feira, 4 de julho de 2016

O astronauta que levou o Santíssimo para o espaço

Coronel e astronauta Michael S Hopkins.
Coronel e astronauta Michael S. Hopkins.
Luis Dufaur
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Na Estação Espacial Internacional, apesar de estar cheia de equipamentos robóticos, há um ambiente especialmente procurado.

Trata-se da “Cúpula”, um pequeno módulo com sete janelas, de onde os membros da tripulação podem apreciar espetaculares vistas panorâmicas do nosso planeta, noticiou a agência Aleteia.

O astronauta americano Michael S. Hopkins, “Mike”, coronel católico pertencente à Força Aérea, desejava ansiosamente ir à Cúpula, porque o que via lá o deixava maravilhado.

“Quando você vê a Terra daquela perspectiva e observa toda a beleza natural que existe, é difícil não querer ficar lá e concluir que tem que haver uma força suprema que criou tudo isso“, declarou.

E, para surpresa de muitos, em 2013, na Cúpula, Mike rezava e… comungava!

Isso porque, graças a um acordo especial com a arquidiocese de Galveston-Houston e a ajuda do Pe. James H. Kuczynski, pároco da igreja de Santa Maria Rainha em Friendswood, Texas, o astronauta, que é fiel daquela paróquia, pôde levar consigo uma píxide com seis hóstias consagradas, explicou Aleteia.

Cada uma delas estava partida em quatro pedaços, de modo que ele pudesse comungar uma vez em cada uma das 24 semanas de sua permanência na Estação Espacial Internacional.

“Era extremamente, extremamente importante para mim”, enfatiza Mike, hoje com 47 anos de idade.

O astronauta cresceu em uma área rural nos arredores de Richland, Missouri, filho de pais metodistas. Pouco antes de viajar para o espaço, após aprender o Catecismo, Mike tornou-se católico.

Sua conversão, segundo ele, foi motivada não só porque sua esposa e suas duas filhas adolescentes são católicas, mas porque “eu sentia que faltava algo na minha vida”.

Mike fez duas caminhadas espaciais para trocar uma bomba do módulo, junto com o colega Rick Mastracchio.

Antes de sair da estação, ele comungou.

“O nível de estresse nessas atividades pode ser muito alto”, continua ele, em conversa com a agência Catholic News Service. “Saber que Jesus estava lá comigo, no vazio do espaço, era importante para mim”.

A 'Cúpula' da Estação Espacial Internacional onde o astronauta comungava.
A 'Cúpula' da Estação Espacial Internacional onde o astronauta comungava.
Mike relata que as práticas de fé na estação espacial são comuns, especialmente entre os astronautas católicos, e que existe respeito por elas.

“Meus colegas sabiam que eu tinha a Eucaristia comigo”, reforça ele.

“Eu me coordenava com o meu comandante russo. Ele sabia o que era. Todos sabiam, mas eu não fazia alarde. Eles respeitavam a minha fé e o meu desejo de vivê-la, mesmo lá, na órbita espacial”.

A agência Zenit comentou que as fotos do astronauta rezando naquela “capela espacial”, dentro da “cúpula” que servia de átrio tecnológico de cristal se espalharam pela rede.

O fato lembrou a muitos da Noite de Natal de 1968, quando o astronauta americano Frank Borman, a bordo da Apolo 8 em órbita em torno da Lua, leu ao vivo pela televisão o livro do Gênesis.

Em 1994, os astronautas Sid Gutiérrez, Thomas Jones y Kevin Chilton rezaram juntos no Shuttle, voando a 125 milhas por cima do Oceano Pacífico.

O astronauta Mike Massimino, no ano 2000, quis se confessar antes de partir. Além do mais, levou consigo uma bandeira da Cidade do Vaticano, a qual, de regresso à Terra, entregou ao Papa João Paulo II, reinante nesse momento.

A Sagrada Eucaristia, os Sacramentos e os símbolos católicos, em graus diversos que vão do divino ao humano, têm um valor tal que inspiraram todas as formas de devotamento imagináveis (e inimagináveis) ao longo dos séculos.

Diante dessas manifestações de fé, o que dizer dos que pretendem justificar a distribuição da Eucaristia a quem não está em condições de recebê-la, com grave profanação, sacrilégio e desrespeito?


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Clareza! O exemplo de uma médica católica
no Sínodo dos Bispos 2015

No Sínodo sobre a família 2015, a Dra. Anca-Maria Cernea apresentou posição admirável pela clareza que está faltando na 'Amoris Laetitiae'
No Sínodo sobre a família 2015, a Dra. Anca-Maria Cernea
apresentou posição admirável pela clareza
que está faltando na 'Amoris Laetitiae'
Luis Dufaur
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A Dra. Anca-Maria Cernea, Presidente da Associação dos Médicos Católicos de Bucareste (Romênia) durante o passado Sínodo sobre a família, em outubro de 2015, apresentou ao Papa Francisco e aos bispos uma posição admirável pela clareza e fidelidade ao ensinamento da Igreja sobre a família, aplicada às complexidades das circunstâncias atuais.

A clareza!

Hoje cada vez a grei católica sofre pela falta de clareza naquele Sínodo e pela confusão que vem suscitando a Exortação Pôs-sinodal “Amoris Laetitiae” no mundo.

Eis as palavras da corajosa médica, segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé:

“Sua Santidade, Padres Sinodais, irmãos e irmãs, eu represento a Associação dos Médicos Católicos de Bucareste.

Eu pertenço à Igreja Católica Greco-Romena.

Meu pai era um líder político cristão, e foi preso pelos comunistas por 17 anos. Meus pais estavam prestes a se casar, mas seu casamento aconteceu 17 anos depois.

Minha mãe esperou todos esses anos pelo meu pai, embora ela nem sabia se ele ainda estava vivo.

Eles foram heroicamente fieis a Deus e a seu compromisso.

O exemplo deles mostra que a graça de Deus pode superar as terríveis circunstâncias sociais e pobreza material.

Nós, como médicos católicos, defendendo a vida e a família, podemos ver que isso, antes de tudo, é uma batalha espiritual.

A pobreza material e o consumismo não são a causa principal da crise da família.

A principal causa da revolução sexual e cultural é ideológica.

Nossa Senhora de Fátima disse que os erros da Rússia se espalhariam por todo o mundo.

Tudo começou sob uma forma violenta, o marxismo clássico, matando dezenas de milhões.

Agora ele está sendo feito sobretudo pelo marxismo cultural.

Há uma continuidade da revolução sexual de Lenin, através de Gramsci e a Escola de Frankfurt, e atualmente com os direitos gays e a ideologia do gênero.

O marxismo clássico pretendia redesenhar a sociedade, através da violenta tomada da propriedade.

Agora, a revolução é mais profunda; ela pretende redefinir a família, a identidade sexual e a natureza humana.

Essa ideologia se autodenomina progressista. Mas isso não é nada mais do que a oferta da antiga serpente, para que o homem assuma o controle, substitua a Deus, para providenciar a salvação aqui, neste mundo.

É um erro de natureza religiosa, é o Gnosticismo.

É tarefa dos pastores reconhecer isso e avisar o rebanho contra este perigo.

“Buscai, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”

A missão da Igreja é salvar almas. O mal, neste mundo, provém do pecado. Não da disparidade de renda ou “mudança climática”.

A solução é: Evangelização. Conversão.

Sem um crescente controle do governo. Sem um governo mundial.

Estes são hoje os principais agentes que impõem o marxismo cultural em nossas nações, sob a forma de controle populacional, saúde reprodutiva, direitos dos homossexuais, a educação de gênero, e assim por diante.

O que o mundo necessita hoje em dia não é a limitação da liberdade, mas a verdadeira liberdade, a libertação do pecado. Salvação.

Nossa Igreja foi suprimida pela ocupação soviética. Mas nenhum dos nossos 12 bispos traiu sua comunhão com o Santo Padre.

Nossa Igreja sobreviveu graças à determinação e exemplo de nossos bispos em resistir às prisões e o terror.

Nossos bispos pediram à comunidade para não seguir o mundo. Não cooperar com os comunistas.

Agora precisamos de Roma para dizer ao mundo: “Arrependam-se de seus pecados e voltem-se para Deus pois o Reino dos Céus está próximo”.

Não somente nós, leigos católicos, mas também muitos cristãos ortodoxos estão ansiosamente rezando por este Sínodo.

Porque, como dizem, se a Igreja Católica ceder ao espírito deste mundo, vai ser muito difícil para todos os outros cristãos a resistir a ele.”


A Romênia guardou a fé sob a perseguição comunista porque os bispos não se pactuaram com o mundo. 
É isso o que devem fazer os Papas e os bispos hoje.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Bons modos da rainha abalam a grosseria socialista chinesa

A rainha espantada com a falta de educação dos diplomatas socialistas.
A rainha espantada com a falta de educação dos diplomatas socialistas.
Luis Dufaur
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Alguns comentários simples e distintos da rainha Elizabeth II da Inglaterra abalaram Pequim e encheram os jornais.

Em poucas palavras, a soberana foi despretensiosamente dar apoio moral a uma oficial da polícia de Londres que havia sido destratada pela comitiva do presidente chinês Xi Jinping durante sua visita ao Reino Unido em outubro de 2015.

A oficial é Lucy D'Orsi e o encontro aconteceu no tradicional Garden Party que a rainha oferece nos jardins do palácio de Buckingham, a grande residência real na capital britânica, como informou Yahoo! News.

A oficial foi apresentada pelo protocolo na presença de parentes e conhecidos, além das câmaras da BBC.

Ouvindo que se tratava da responsável pela segurança dos chineses, a qual havia sido ofendida por eles, a rainha comentou distintamente: “Mas que má sorte!

E após ouvir um sucinto relato do acontecido, a soberana se referiu ao tratamento dado pelos chineses ao embaixador britânico como sendo “very rude”: “Eles foram muito mal-educados com o embaixador”.

A cena da rainha falando foi reproduzida na China pela TV BBC World. Mas foi subitamente interrompida, para o público chinês não ouvir o que ela disse.

Dois estilos humanos. Um cristão, luminoso, colorido e cheio de educação. Outro pardacento, tristonho e igualitário: o socialista.
Dois estilos humanos. Um cristão, luminoso, colorido e cheio de educação.
Outro pardacento, tristonho e igualitário: o socialista.
O governo chinês se sentiu pego e, magoado, reagiu com explicações que não explicam nada.

Mas acabou confessando assim a imensa inferioridade moral do socialo-comunismo.

Com efeito, esse regime, como todos os que professam a metafísica igualitária anticristã, prega a nivelação dos homens, da cultura, da moral e de todas as formas de boa educação.

No que é coerente, pois poucas coisas patenteiam tanto as desigualdades legítimas e harmônicas entre as pessoas quanto as fórmulas da boa educação.

O socialista, o comunista, o igualitário apela por princípio a expressões e gestos grosseiros ou demagógicos, à piada incessante e por vezes imoral, faz questão da linguagem vulgar quando não obscena, ostenta modos primários ou torpes, desrespeita as formalidades, a boa ordem, o bom tom e o bom gosto.

Em suma, procura banir as formas socioculturais de convívio inspiradas pela caridade cristã, impregnadas de doçura, compostura e nobre distinção.

Bastou que a rainha manifestasse suavemente uma censura discreta a esse proceder igualitário para que os líderes do comunismo tremessem no outro lado do mundo, sem conseguirem desfazer a péssima impressão causada pelos seus modos grosseiros.

E assim acabaram reconhecendo que haviam perdido a partida diante da suprema distinção e do mais requintado bom gosto da rainha, frutos vivos ainda hoje da Civilização Cristã.

Rainha Elizabeth II sobre embaixadores socialistas chineses: 'mal-educados' (BBC News)